Soares citou as recentes ocorrências envolvendo uma agência do Bradesco no bairro Tarumã, em Curitiba, e outra do HSBC em Pinhais, na Região Metropolitana, que resultaram em duas mortes e três pessoas feridas, para enfatizar a inexistência de legislação que especifique lugares apropriados para embarque e desembarque de valores. A seu ver, esse é mais um fator de risco a que se expõe a população. Não raro clientes e transeuntes são tomados como reféns pelos assaltantes, segundo relatou.
Soares pediu ainda que os bancos instalem equipamentos de filmagem discretos e de alta resolução, que facilitem o trabalho de investigação da polícia e a consequente captura dos bandidos. Mostrou dados alarmantes: só neste ano foram registrados 168 ataques a bancos e carros-fortes no Paraná, e 75 explosões de caixas automáticos: “Alguma coisa tem que ser feita. Os bancos se preocupam apenas com o dinheiro, mas são eles que devem custear a segurança de seus clientes, bem como a dos funcionários que lhes prestam serviços”, afirmou.
Soares apontou também o descaso das empresas de segurança com seus empregados e a falta de critérios para o armazenamento, o transporte, a venda e a fiscalização de explosivos, o que facilitaria sua aquisição pelas quadrilhas especializadas. Durante sua exposição, Soares foi aparteado pelos deputados Adelino Ribeiro (PSL), Pedro Lupion (DEM), Elton Welter (PT), Luciana Rafagnin (PT), Leonaldo Paranhos (PSL) e Rasca Rodrigues (PV), que se solidarizaram com as reivindicações dos profissionais da área e elencaram os vários projetos que tramitam ou tramitaram na Casa com a finalidade de oferecer melhores condições de trabalho à categoria e maior segurança à população.
Fonte: AL/PR
