Sociedade

Mulheres: mutiladas ou heroínas?

O câncer que já é a segunda “causa mortis” no
Brasil poderá se tornar a primeira. Cânceres de mama e de próstata são muito
temíveis. Homens e mulheres devem, anualmente ou a cada seis meses realizar
exames, pois segundo os especialistas, sendo detectado no início haverá grandes
chances de cura. Mas, o mais terrível é quando uma mulher precisa extrair as
mamas e colocar próteses. A mutilação mexe com a auto estima e surgem complexos
até de inferioridade, pois toda pessoa mutilada, sofre em silêncio, por mais
bem preparada que esteja em seu psicológico. Daí surgem às dúvidas: será que o
meu marido ainda me quer? E as moças solteiras: conseguirei arrumar namorado?
Vou me casar? O pior é que há casos mais graves de mulheres que não conseguem
reconstruir a mama. As mulheres precisam ser motivadas e bem preparadas, no
caso de mutilação, para enfrentar a vida e seguir em frente. Consideramos estas
mulheres verdadeiras heroínas para superar traumas e mostrar ao mundo, que o
ser humano não se compõe apenas de corpo físico, mas que contém uma
personalidade alma e mente. O corpo faz parte do todo, mas não é o todo humano.
É grande o número de mulheres que se superaram e passaram a atuar como
voluntárias no combate à doença, ajudando outras a se recolocarem no universo
da vida e seguir em frente.

Os homens devem realizar os exames de “toque”,
PSA e outros, para tentar evitar a chegada de um câncer de próstata. Há casos de
câncer que tiveram que amputar o pênis e implantar uma prótese. O complexo, os
tabus, os medos e a vergonha impedem que homens realizem exames anualmente. Os
avanços da doença poderão levar muitos a situações penosas e difíceis. No Brasil, as estimativas do Instituto
Nacional do Câncer para este ano, demonstram a ocorrência de aproximadamente
500.000 casos novos de câncer, sendo o de mama, o de maior incidência e
conseqüente mortalidade. É alarmante. Tolerância: os homens devem ser,
passivos, tolerantes e ajudar as esposas, namoradas, irmãs e mães a suportarem
a doença e as mutilações, dizendo: “estamos juntos e vamos superar todos os
males e você tem o meu apoio incondicional”. Agindo assim, estarão demonstrando
todo o seu amor ao ente querido para ajudá-las na superação. Conversando com a amiga da família, Maria Patrícia
Saavedra Alabarce (Baby), esta fez importantes narrativas sobre mulheres que
conseguiram superar os seus traumas, passaram a viver feliz e bem ao lado das
suas famílias. Portanto, somente podemos parabenizar, a ABCC-AT – Associação
Beneficente de Controle ao Câncer do Alto Tietê, a Rede Guiomar Pinheiro Franco,
tão bem comandado pela Eugênia Pinheiro Franco Atuí e dezenas ou centenas de
voluntários que emprestam os seus apoios para ajudar pessoas a encontrarem o
caminho da felicidade.

Que as pessoas vivam com saúde, em paz e
ofereçam o seu amor ao próximo. Então, todos os dias, ao acordar, olhe para
você mesmo e diga: “estou saudável”. Eu sou mente e alma que vive em um corpo.
O meu corpo é o templo da minha alma e parte de mim. Que o Deus do meu coração
me inspire e me proteja.

Olavo A.
de Arruda Câmara. 

Como citar e referenciar este artigo:
D´CÂMARA, Olavo A. Arruda. Mulheres: mutiladas ou heroínas?. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2011. Disponível em: https://investidura.com.br/artigos/sociedade/mulheres-mutiladas-ou-heroinas/ Acesso em: 07 jul. 2026