Economia

Pesquisa Mensal de Emprego – Fonte IBGE – Base: Outubro de 2009

 

 

Em outubro, desocupação foi de 7,5%

 

A taxa de desocupação (7,5%) não teve variação estatisticamente significativa em relação a setembro último (7,7%) nem a outubro do ano passado (7,5%). A população desocupada (1,8 milhão) não se alterou em ambos os períodos comparativos, mas duas regiões metropolitanas mostraram variações expressivas em relação a outubro de 2008: Rio de Janeiro (-21,8%) e São Paulo (+ 10,4%).

 

A população ocupada (21,5 milhões) ficou estável nas comparações mensal e anual, assim como o número de trabalhadores com carteira assinada (9,5 milhões).

 

O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.349,70), ficou estável no mês e teve alta de 3,2% frente a outubro do ano passado. A massa de rendimento efetiva dos ocupados teve alta de 0,4% no mês e de 2,9% no ano. O rendimento domiciliar per capita habitual dos ocupados teve alta de 0,8% no mês e de 3,6% no ano.

 

Em outubro de 2009, a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE estimou em 7,5% a taxa de desocupação1 para o total das seis regiões metropolitanas investigadas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre). Não houve variação estatisticamente significativa em relação à taxa de setembro (7,7%), nem em relação a outubro de 2008 (7,5%).

 

O número de pessoas desocupadas2 (1,8 milhão) nas seis regiões metropolitanas permaneceu estável, tanto em relação a setembro de 2009 quanto a outubro de 2008. Regionalmente, em relação a setembro, houve estabilidade e, em relação a outubro de 2008, houve queda (-21,8%) no Rio de Janeiro e alta (10,4%) em São Paulo.

 

PESSOAS OCUPADAS (PO)

 

O número de pessoas ocupadas (21,5 milhões) no total das seis regiões metropolitanas investigadas ficou estável em ambas as comparações. Regionalmente, também houve estabilidade na comparação mensal, mas, em relação a outubro de 2008, houve alta (4,6%) na população ocupada em Salvador.

 

RENDIMENTO MÉDIO REAL3

 

Em outubro de 2009, para o agregado das seis regiões metropolitanas, a PME estimou o rendimento médio real habitualmente recebido pelos trabalhadores em R$ 1.349,70. Houve estabilidade em relação a setembro, mas ocorreu alta (3,2%) na comparação com outubro de 2008.

 

Na tabela abaixo, o rendimento habitualmente recebido pelos trabalhadores, segundo as categorias de posição na ocupação. Os empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado foram a única categoria a apresentar redução (- 0,4%, em relação a setembro de 2009) neste indicador, e os empregados sem carteira tiveram a maior alta (7,2% em relação a outubro de 2008).

 

Entre os sete grupamentos de atividade analisados pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (tabela abaixo), na comparação mensal, três tiveram altas e quatro apresentaram recuos, sendo o maior destes na Construção (-6,5%). Na comparação com outubro do ano passado, somente o rendimento de Outros Serviços teve queda (-1,1%), e a maior alta foi no Comércio (6,5%).

 

RENDIMENTO MÉDIO REAL DOMICILIAR PER CAPITA4

 

A PME estimou em outubro de 2009, para o agregado das seis regiões metropolitanas, o rendimento médio real domiciliar per capita em R$ 885,54. Houve alta tanto em relação a setembro último (0,8%) quanto a outubro de 2008 (3,6%).

 

MASSA DE RENDIMENTO REAL EFETIVO DA POPULAÇÃO OCUPADA5

 

A massa de rendimento real efetivo da população ocupada (R$ 29,2 bilhões) para setembro de 2009, no total das seis regiões metropolitanas, teve altas em relação a setembro (0,4%) e a outubro de 2008 (2,9%).

 

PESSOAS NÃO ECONOMICAMENTE ATIVAS (PNEA)

 

A população inativa (17,8 milhões) no total das seis regiões metropolitanas investigadas pela PME não variou em relação a setembro, mas cresceu 4,2% em relação a outubro do ano passado.

 

Regionalmente, não houve variação na comparação mensal. Em relação a outubro de 2008, ocorreram altas no Rio de Janeiro (5,6%), São Paulo (5,1%) e Porto Alegre (3,2%).

 

Notas:

 

1 Percentual de pessoas desocupadas em relação à População Economicamente Ativa.

 

2 Pessoas que não estavam trabalhando e tomaram alguma providência para encontrar trabalho no período de referência da pesquisa.

 

3 Rendimento habitualmente recebido. Para o cálculo do rendimento real, o deflator utilizado é o Índice de Preços ao Consumidor – INPC da respectiva região metropolitana. Para o rendimento do conjunto das seis regiões metropolitanas abrangidas pela pesquisa, o deflator é a média ponderada dos seis índices de preços. A variável de ponderação é a população urbana das regiões metropolitanas.

 

4 Divisão do rendimento mensal domiciliar proveniente do trabalho pelo número de componentes da unidade domiciliar, exceto pensionistas, empregados domésticos ou parente destes.

 

5 Soma dos rendimentos efetivamente recebidos, em todos os trabalhos, no mês de referência da pesquisa (mês anterior ao que está sendo divulgado).

 

Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.

 

 

* Ricardo Bergamini, Economista, formado em 1974 pela Faculdade Candido Mendes no Rio de Janeiro, com cursos de extensão em Engenharia Econômica pela UFRJ, no período de 1974/1976, e MBA Executivo em Finanças pelo IBMEC/RJ, no período de1988/1989. Membro da área internacional do Lloyds Bank (Rio de Janeiro e Citibank (Nova York e Rio de Janeiro). Exerceu diversos cargos executivos, na área financeira em empresas como Cosigua – Nuclebrás – Multifrabril – IESA Desde de 1996 reside em Florianópolis onde atua como consultor de empresas e palestrante, assessorando empresas da região sul..  Site: http://paginas.terra.com.br/noticias/ricardobergamini

Como citar e referenciar este artigo:
BERGAMINI, Ricardo. Pesquisa Mensal de Emprego – Fonte IBGE – Base: Outubro de 2009. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2009. Disponível em: https://investidura.com.br/artigos/economia/pesquisa-mensal-de-emprego-fonte-ibge-base-outubro-de-2009/ Acesso em: 01 mar. 2024