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Dr. Basegio: remédio vencido não pode ir para o lixo



Apesar das insistentes orientações e alerta de médicos e profissionais de saúde sobre os riscos da automedicação, é difícil encontrar quem não mantenha a chamada farmácia caseira, com remédios para febre, dor de cabeça, colírios, anti-inflamatórios e até antibióticos. Mas o que fazer com esses medicamentos quando eles não são consumidos e perdem o prazo de validade? O lixo comum ou o vaso sanitário não são o destino correto para esses produtos. Por conterem substâncias químicas, eles podem contaminar o solo e a água e oferecer riscos à saúde da população e de animais.


Buscando facilitar para a população o destino correto para o descarte de medicamentos, cosméticos, insumos farmacêuticos e correlatos, deteriorados ou com prazo de validade expirado o deputado estadual Dr. Basegio (PDT) apresentou, na Assembleia Legislativa, um projeto de Lei (136/2011) que determina que farmácias e drogarias do Estado do Rio Grande do Sul ficam obrigadas a manterem recipientes para a coleta desse material. O projeto foi aprovado por unanimidade e sancionado pelo governo do estado.

Descarte inadequado
Por falta de informação ou desconhecimento sobre postos de coleta, a maioria das pessoas acaba fazendo o descarte de forma inadequada. Um estudo feito pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas e Bioquímicas Oswaldo Cruz entrevistou 1.009 pessoas e mostrou que apenas 2,7% dos entrevistados já haviam recebido alguma orientação sobre descarte de medicamentos vencidos. O levantamento constatou que 75,32% das pessoas descartam a medicação no lixo doméstico e 6,34% jogam na pia ou no vaso sanitário. E mais, 92,5% nunca perguntaram sobre a forma correta de fazê-lo.

Como agir
Conforme Basegio exemplarmente, algumas farmácias gaúchas já realizam a coleta. A entrega pode ser feita na farmácia independentemente da procedência da medicação. No Rio Grande do Sul os estabelecimentos que ainda não prestam esse serviço terão até o dia 1º de dezembro deste ano para se adequar. 

O parlamentar destaca também que além dos medicamentos, o descarte de outros objetos como seringas, agulhas e materiais utilizados em curativos não deve ser feito no lixo doméstico. A presença desses artigos também representa risco tanto para o meio ambiente como para a saúde de quem irá manipular o lixo. “O ideal seria que sempre que fosse preciso tomar uma injeção ou fazer um curativo que se tivesse o auxílio de um profissional de saúde, mas quando isso não é possível, a recomendação é de que, depois do uso, esses materiais sejam devolvidos ao local de origem”, explica Basegio. Isso significa que após aplicar uma injeção, por exemplo, o cidadão deveria devolver o instrumento à unidade de saúde ou à farmácia onde ele foi comprado. Os estabelecimentos prestadores de serviços de saúde são obrigados por lei a dar destino a esses materiais.

Fonte: AL/RS

Como citar e referenciar este artigo:
NOTÍCIAS,. Dr. Basegio: remédio vencido não pode ir para o lixo. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2012. Disponível em: https://investidura.com.br/noticias/ultimas-noticias/dr-basegio-remedio-vencido-nao-pode-ir-para-o-lixo/ Acesso em: 05 set. 2026