Em evento realizado na manhã desta sexta-feira (20), em Brasília, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, entregou ao investigador Sérgio Freitas da Silva o prêmio de R$ 5 mil pela melhor contribuição nos testes do sistema eletrônico de votação. Sérgio tentou violar o sigilo do voto por meio da captação de ondas eletromagnéticas emitidas pelas teclas da urna durante a digitação.
Em segundo lugar, foi premiado com R$ 3 mil o grupo de técnicos da CGU (Controladoria Geral da União), que analisou procedimentos relativos à preparação do pleito ? e apresentou diversas sugestões ao TSE. Em terceiro lugar ? com prêmio de R$ 2 mil -, ficou a equipe da empresa Cáritas Informática, que testou tanto procedimentos de preparação do pleito quanto a urna e os softwares de votação.
Para o ministro Ricardo Lewandowski, vice-presidente do TSE e que coordenou a organização dos testes, realizados entre os dias 10 e 13 de novembro, mesmo que nenhuma das equipes de investigadores tenha tido sucesso em burlar os sistemas eletrônicos, foram apresentadas várias sugestões de melhorias no sistema, que a área técnica do Tribunal vai avaliar para possível implementação.
Os resultados foram ?extremamente valiosos? para a Justiça Eleitoral, e podem levar o Tribunal a reforçar, ainda mais, alguns pontos do sistema, frisou o ministro. ?Mas o sistema mostrou ser seguro, porque foi testado por pessoas do mais alto gabarito técnico de todo o Brasil?, concluiu Lewandowski.
O ministro Ayres Britto concordou com Lewandowski. Para ele, a confiabilidade do sistema, que resistiu a todos os ?ataques?, se revela um fiador da própria legitimidade do processo eleitoral. ?A urna eletrônica é fiel ao voto do eleitor?, disse o ministro.
MB/BA
Fonte: TSE
