O corregedor-geral da Justiça Federal, ministro João Otávio de Noronha, abriu na tarde de hoje (11), no Pleno do Tribunal Regional Federal – TRF5, os trabalhos de inspeção ordinária nesta Corte. O presidente do Tribunal, desembargador federal Paulo Roberto de Oliveira Lima, deu as boas-vindas ao ministro Noronha e sua equipe. “Nós gostamos de ser alvo de correições, pois são oportunidades de nos exibirmos. Quanto mais a Corregedoria pesquisar o nosso Tribunal, melhor”, disse o presidente do TRF5, em tom de descontração.
O ministro-corregedor saudou os presentes e apresentou a sua equipe, composta pelos desembargadores federais Sérgio Schwaitzer (TRF2) e Luis Carlos Hiroki Muta (TRF3), além dos juízes federais Hermes Gomes Filho (1ª Região), José Paulo Baltazar Júnior (4ª Região), Márcio Flávio Mafra Leal e Jorge Gustavo Serra Macêdo Costa (1ª Região), auxiliares da Corregedoria Geral. A inspeção se estenderá até o dia 20/06, abrangendo secretarias, gabinetes dos desembargadores, seções e setores da Corte. No período, as atividades jurisdicionais e administra¬tivas não sofrerão alterações.
O ministro João Otávio de Noronha preferiu referir-se à inspeção como uma consultoria. “O nosso objetivo é colhermos dados para aperfeiçoarmos a gestão na Justiça Federal no Brasil. Sei que o fluxo de processos aqui no TRF5 funciona muito bem. E é muito bom a gente chegar num tribunal já com essa informação”, concluiu.
Gestão – Enfatizando o papel do juiz na atualidade e a importância do magistrado ser um gestor, e não apenas um julgador, o corregedor-geral da Justiça Federal disse que o juiz é um gestor nato por natureza. “Ele tem que gerir a distribuição dos processos, gerir a qualidade de suas decisões. Ele tem que planejar e decidir. Nós precisamos entender que, ao lado do conhecimento jurídico, o juiz tem que trabalhar seu lado administrador. Ele tem que se atualizar. E esse é o grande papel das Escolas da Magistratura. Não é para ensinar Direito Constitucional, Direito civil. É para ensinar os juízes a planejar, a gerir; a saber medir a repercussão da sua decisão no meio social”, destacou.
O corregedor salientou ainda a necessidade da modernização dos Tribunais. “O que nós queremos hoje é trabalhar num Tribunal que tenha o viés da modernidade. Que seja devidamente informatizado”, complementou, referindo-se ao TRF5 como modelo em implantação de sistemas, a exemplo do Processo Judicial eletrônico (PJe).
Fonte: TRF5
