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A necessidade de investimentos que resultem na qualidade do ensino, a profissionalização da gestão das escolas e melhorias salariais foram temas tratados durante a audiência pública Educação Infantil – Avaliação e Perspectivas, realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), nesta quarta-feira (5). As discussões realizadas na audiência e as inúmeras sugestões apresentadas contribuirão para aperfeiçoar a fiscalização exercida pelo TCE-RS quanto ao exercício do direito fundamental à educação infantil. Desde 2008, o TCE-RS avalia a situação da educação infantil nos municípios como item obrigatório de auditoria. O presidente do TCE-RS, Cezar Miola, lembra que a difícil situação da Educação Infantil no Rio Grande do Sul ainda é um desafio para os governantes. ?O problema é particularmente pronunciado quanto às creches, mas também estamos aquém do que seria o mínimo exigido quanto às vagas na pré-escola?, afirmou na abertura do encontro. ?Ao longo dos últimos anos, o TCE-RS tem conseguido estimular os gestores municipais no sentido de que ofereçam ao tema a importância que ele merece e a prioridade exigida pela Constituição”, completou. “Direção de escola não é coisa para amadores”, diz Juarez Freitas Educação: uma questão social Educação Infantil no RS: Diagnósticos e Perspectivas O diretor do Departamento de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), Alexandre André dos Santos, apresentou estudos que reforçam a necessidade de se avaliar o ensino infantil não pelo nível educacional de cada criança, mas sim por meio de um processo que incorpore basicamente cinco elementos: estrutura física da escola, capacidade dos professores, gestão nos processos, recurso pedagógico e acesso universal. O presidente da Federação dos Municípios do RS (Famurs), Ary Vanazzi, por seu turno, reforçou a necessidade de um novo pacto federativo, que culmine com a conquista de mais recursos para a educação nos municípios. ?Em média, para manter uma criança matriculada no ensino infantil, as prefeituras gastam R$ 8 mil por aluno ao ano, mas recebem do governo federal apenas R$ 3,5 mil?, criticou. A promotora da Educação em Santo Ângelo, Rosângela Rosa, fez um amplo relato do trabalho que o Ministério Público gaúcho vem desenvolvendo, especialmente em comunidades com baixos índices de crianças matriculadas na pré-escola. ?Em vez de ajuizar ações, procuramos o consenso junto aos prefeitos, para que invistam em creches. Também visitamos famílias que têm crianças fora da escola?, comentou. O movimento político em torno do tema foi destacado pela deputada estadual e coordenadora a Frente em Defesa da Educação Infantil, Ana Affonso. ?Ao longo de 2011, fizemos roteiros em vários municípios, debatendo o tema. O relatório dos trabalhos mostrou que em 132 cidades não existe sequer uma creche ou pré-escola?, alertou. Os números foram reforçados pelo auditor do TCE, Hilário Royer. Ao apresentar um estudo do IPEA, ele ressaltou a conclusão de que quanto maior for a quantidade de famílias em situação de miserabilidade piores serão os índices educacionais. Já a professora Maria Luiz Flores, do Fórum Gaúcho da Educação Infantil, convocou os participantes a conhecer a integrar o movimento que, há anos, luta pela educação no Estado. Priscila Oliveira – Assessoria de Comunicação Social |
Fonte: TCE/RS
