Da Redação

Em discurso nesta segunda-feira (13), o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) criticou “a temerária intenção” do governo brasileiro de contratar 6 mil médicos cubanos para trabalharem no Brasil. Em sua opinião, não existem “razões plausíveis” para o Brasil importar esses profissionais.
O senador lembrou que a iniciativa tem recebido “veementes protestos” do Conselho Federal de Medicina (CFM), de sindicatos, associações e órgãos de classe e de médicos brasileiros.
– Não estamos diante de um extemporâneo exercício de xenofobia, prática que não faz parte da índole do povo brasileiro e foi condenada ao descarte pelos salutares ares da globalização. É preciso que se diga com todas as letras: o atendimento de saúde promovido por profissionais não qualificados é muitas vezes mais danoso para o paciente do que a ausência de tratamento imediato – disse Vital do Rêgo, que é médico.
Segundo afirmou o senador, dados do próprio governo federal mostram que os médicos formados em Cuba “não alcançam excelência” no teste brasileiro de revalidação de diplomas estrangeiros.
– Apenas 9% dos médicos graduados em Cuba inscritos conseguiram aprovação no exame realizado pelo Brasil para revalidar seus títulos, segundo dados do governo brasileiro. É um percentual muito menos do que medíocre. – afirmou.
Além disso, o senador acredita que medidas como a contratação de médicos de outras nacionalidades “postergam a necessária valorização” dos profissionais de saúde no Brasil.
Vital do Rêgo defendeu a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 34/2011, de sua autoria, que cria a carreira de médico de Estado
– A proposição tem como fito garantir a assistência médica nos locais mais remotos do país mediante remuneração digna, condições adequadas de trabalho e segurança. Ao mesmo tempo, a implantação da carreira de médico de Estado será capaz de suprir parcialmente as evidentes lacunas no quesito da valorização profissional no que concerne ao reconhecimento social da atividade – afirmou.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Senado
