Da Redação
Em pronunciamento nesta terça-feira (21), o senador Sérgio Souza (PMDB-PR) avaliou com otimismo as perspectivas da produção de eletricidade no Brasil, destacando que as grandes reservas de energia e a produção de eletricidade de fonte “limpa, barata e renovável” constituem um diferencial competitivo favorável ao país. O senador, porém, defendeu para o Brasil um programa nuclear de longo prazo, com a reativação do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro.
– As reservas de urânio brasileiras têm dimensões muito significativas. A dimensão das reservas nacionais de urânio e a provável liderança mundial do Brasil na posse desse valiosíssimo recurso mineral energético, associada ao domínio tecnológico do seu processamento, fazem-nos crer que seria do maior interesse nacional iniciar uma ampla discussão sobre sua exploração – afirmou, lembrando que as atividades do comitê foram interrompidas em 2009.
Sérgio Souza acredita que a autossuficiência energética manterá a vocação pacífica do Brasil, e a prevalência de usinas hidrelétricas – que, em sua estimativa, deve se manter pelas próximas décadas – aumentará a competitividade do país diante das restrições crescentes ao uso de carvão em usinas termelétricas. Ele sublinhou que o consumo per capita de eletricidade no Brasil, de 2.000 kwh/ano, ainda é metade do mínimo verificado em países desenvolvidos, e a energia nuclear constitui alternativa importante para fazer frente ao crescimento do consumo.
– O atendimento às restrições socioambientais fez com que o estoque de água nos reservatórios das hidroelétricas nacionais tenha se mantido praticamente constante desde o inicio da década de 1990 – observou.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Senado
