Da Redação
Ao deixar a reunião em que foi ouvido o ex-diretor da Petrobras Jorge Luiz Zelada, o relator da CPI Mista que investiga irregularidades na estatal, deputado Marco Maia (PT-RS), descartou a possibilidade de vazamento de suas perguntas. Em entrevista à imprensa, ele informou que o assessor que o auxilia na elaboração do questionário é de inteira confiança.
– Não há nenhuma condição de haver qualquer tipo de divulgação das perguntas por mim formuladas. A pessoa que faz as perguntas é da minha inteira confiança, e a equipe que trabalha neste processo está sediada na Câmara dos Deputados. Portanto, não tem vínculo nenhum com as pessoas que elaboram as perguntas para o Senado – afirmou.
O relator ressalvou, no entanto, que, como são duas CPIs com idêntico objeto de investigação e com os mesmos depoentes, é impossível não haver perguntas iguais.
– É natural que haja perguntas semelhantes. Não há duas formas de se perguntar – disse.
Marco Maia disse ainda considerar natural que pessoas que tenham que prestar depoimento treinem as respostas, seja na Polícia, no Judiciário ou na CPI.
– Treinamento de perguntas e respostas acontece em qualquer lugar. Quem vai ser interrogado geralmente se prepara para isso. Não vejo problema, faz parte do processo democrático e alguns deles vêm acompanhados de advogados. Ninguém é obrigado a produzir prova contra si. Não há problema de nossa parte em relação a isso – disse.
A CPI Mista, com a participação de senadores e deputados, funciona paralelamente a uma CPI exclusiva do Senado. Ambas investigam irregularidades na compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras; o lançamento ao mar de plataformas inacabadas; o pagamento de propinas a funcionários da estatal pela empresa holandesa SBM; e o superfaturamento na construção de refinarias.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Senado
