Da Redação

A senadora Ângela Portela (PT-RR) comemorou, nesta quarta-feira (16), o prêmio internacional de seguridade social recebido pelo governo brasileiro pelo desenvolvimento do Programa Bolsa-Família. O programa foi premiado na terça-feira (15), na Suiça, pela Associação Internacional de Seguridade Social (Issa), devido a sua importância no combate à pobreza e à desigualdade social e para a melhoria da qualidade de vida das crianças das famílias beneficiadas.
Ângela destacou que o Bolsa-Família tem gerado forte impacto na educação, na saúde da família e no bem-estar das crianças e ressaltou que o prêmio é o primeiro na história do país nesta categoria. A senadora explicou que o programa já retirou da pobreza extrema cerca de 36 milhões de brasileiros, sendo que 22 milhões foram nos últimos dois anos, no governo da presidenta Dilma Rousseff.
– Entre os 36 milhões de brasileiros que agora vivem acima da linha de pobreza extrema, estão 16 milhões de crianças e adolescentes que se mantêm na escola por força do programa – acrescentou.
A senadora lembrou que dos cerca de 50 milhões de brasileiros que são beneficiários do Bolsa-Família, 300 mil já são microempreendedores individuais e defendeu o estabelecimento do programa como uma política pública permanente.
– São dez anos de funcionamento de um programa que vem escrevendo a história de mudanças ocorridas na vida de milhares de pessoas anônimas. São pessoas de carne e osso, que vivem antes na dor, na miséria, e buscam hoje superar suas dificuldades de sobrevivência montando pequenos comércios e oferecendo a sua mão de obra – disse.
Trabalho infantil
Ângela Portela registrou a realização da terceira Conferência Global sobre Trabalho Infantil, que aconteceu em Brasília entre os dias 8 e 10 de outubro e destacou a importância de o país combater a exploração da criança e do adolescente.
A senadora destacou que o trabalho infantil é um problema econômico e social presente em todas as nações e citou dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que revelam que ainda existem cerca de 170 milhões de crianças e adolescentes trabalhando no mundo.
Ângela afirmou que nos últimos 20 anos o Brasil conseguiu reduzir o número de crianças e adolescentes que trabalhavam graças a políticas públicas direcionadas a sociedade, entre elas, o programa Bolsa-Família implantado pelo governo PT. No entanto, a senadora afirmou que o país ainda precisa avançar muito nesta área e defendeu o investimento na educação como ação central na estratégia de erradicação do trabalho infantil no mundo.
– Os signatários da declaração de Brasília reconheceram a necessidade de serem adotadas medidas que ampliem e melhore o acesso à educação gratuita, obrigatória e de qualidade para todas as crianças – disse.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Senado
