O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, voltou a afirmar, no início de sua exposição que o governo brasileiro não sabia que o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, iria se abrigar na embaixada brasileira até antes de meia hora do ocorrido.
Segundo ele, a situação derivada desse fato pode ser considerada como “única e singular no âmbito da diplomacia internacional”. Isto porque, explicou o ministro, não se trata de um líder deposto que pediu asilo político, mas sim de um “presidente legítimo que foi deposto e que voltou ao seu país para retomar, com base em conversações, o poder”.
Amorim defendeu a decisão do governo brasileiro, que tanto a Organização dos Estados Americanos (OEA) quanto a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) criticaram o que classificaram de golpe contra Zelaya.
– Não me lembro de nenhum golpe de Estado que tenha sido tão amplamente criticado, tanto pela OEA quanto pela ONU e por outras lideranças mundiais. Trata-se não apenas de um presidente que buscava se exilar por golpe em seu país, mas de um presidente legítimo, assim reconhecido pela comunidade internacional, que quase literalmente bateu à nossa porta. Então consideramos como correto dar esse abrigo – resumiu Amorim.
Fonte: Senado
