Exterior, Miguel Jorge, e a ministra da Produção da Argentina, Débora
Giorgi, anunciaram hoje (21/9), em São Paulo (SP), que estudarão a
possibilidade de ampliação da integração de suas cadeias produtivas de
bens de capital voltadas a exploração de petróleo e gás. O anúncio foi
feito durante entrevista coletiva realizada após a reunião ministerial
de comércio Brasil-Argentina.
Os ministros também
anunciaram que serão realizados estudos para avaliar a viabilidade da
integração das cadeias produtivas de suas indústrias navais. Segundo
Miguel Jorge, não foram discutidos valores e nem prazos, mas o acordo
possibilitará o incremento do comércio bilateral e poderá envolver
troca de tecnologia e financiamento do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a empresas brasileiras
interessadas em se instalar na Argentina.
Com
relação a produção de bens de capital para a exploração de petróleo, o
ministro Miguel Jorge destacou a tradição argentina e a possibilidade
de o país fornecer equipamentos e experiência ao Brasil. Segundo ele, a
Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) participará
desse processo, analisando as possibilidades de negócios nos segmentos
definidos.
A ministra Débora Giorgi também
ressaltou a experiência das empresas argentinas na exploração de
petróleo e gás, assim como no setor naval, e afirmou que o acordo
permitirá o aumento da integração econômica entre os dois países.
“Estamos frente a uma oportunidade enorme, para setores com grande grau
de especialização”, disse.
Acordos setoriais
Os
dois ministros também avaliaram os números do comércio bilateral, os
trâmites do governo argentino para a liberação de Licenças de
Importação (LIs) e o resultado dos acordos setoriais fechados até
agora. Após as rodadas de negociações, houve acordo em sete segmentos:
baterias para autos, papel branco, móvel de madeira, freio para autos,
embreagens para autos, calçados e leite em pó.
Uma nova reunião ministerial foi agendada para novembro, em Buenos Aires. A periodicidade desses encontros será bimestral.
Fonte: Presidência
