Na próxima semana o Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon) de Florianópolis passará a funcionar 24 horas por dia com a abertura de um prontoatendimento, um centro cirúrgico de pequeno porte e uma unidade de internação com 36 leitos. As novas estruturas do chamado hospital do câncer de Santa Catarina, inauguradas oficialmente na quinta-feira (26), vão possibilitar a ampliação dos atendimentos em até 70%.
As obras e equipamentos custaram R$ 10 milhões e devem assegurar mais agilidade no tratamento e mais conforto aos pacientes, de acordo com a diretora-geral, Maria Tereza Schoeller. ?Cirurgias de pequena e média complexidade, que antes precisavam ser feitas nos hospitais parceiros, agora passarão a ser feitas aqui, possibilitando que o paciente inicie o tratamento mais rapidamente?, informou. Os doentes também poderão contar com a estrutura do prontoatendimento 24 horas para os procedimentos relacionados ao tratamento do câncer.
O Cepon é uma unidade pública de saúde e atende por mês cerca de 3 mil pacientes amparados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), dos quais 60% provenientes da Grande Florianópolis e 40% das outras regiões do estado. O hospital é referência em tratamento de leucemia, tumores ósseos, radioterapia, câncer de colo de útero, câncer de mama, câncer de cabeça e pescoço, entre outros tratamentos. É a única unidade que realiza transplante de medula óssea em Santa Catarina.
A ampliação exigiu a contratação de 142 novos funcionários, que estão em treinamento.
Próxima etapa
Entregue pelo governo do Estado em 2001, o hospital público continuará em construção. A próxima etapa, orçada em R$ 17 milhões e sem previsão de execução, deve contemplar a construção e os equipamentos de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), um centro para cirurgias de grande porte e um centro de materiais esterilizados. ?Já temos os projetos, mas dependemos da liberação de recursos públicos. Com a estrutura atual, não podemos fazer grandes cirurgias, como as de tórax e abdômen, e as cirurgias de cabeça e pescoço, pois todos esses casos exigem a retaguarda de uma UTI?, explicou a diretora. (Lisandrea Costa)
Fonte: AL/SC
