O poder de convencimento do discurso emotivo perante o Tribunal do Júri foi tema de Oficina realizada na última sexta-feira, 9 de novembro, no auditório da Sede do MP-PR, em Curitiba. O evento, voltado a promotores e procuradores de Justiça da instituição, foi promovido pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF).
No início da solenidade, estiveram presentes a subprocuradora-geral para Assuntos Jurídicos, Samia Saad Galotti Bonavides, representando a Procuradoria-geral de Justiça, o promotor de Justiça Paulo Sergio Markovicz de Lima, do CAOP Criminal, e o presidente da Associação Paranaense do Ministério Público, Wanderley Carvalho da Silva, junto com a palestrante Hélide Maria dos Santos Campos, doutoranda em Linguística pela USP e professora de Linguagem e Comunicação Jurídica na Faculdade de Direito de Sorocaba (SP).
A professora, de forma descontraída e leve, abordou a importância de trabalhar a razão e a emoção, paralelamente, na atuação perante o Tribunal do Júri. Os participantes puderam trocar experiências e contar histórias vividas diante de acusação, jurados e advogados em um julgamento. “O objetivo foi trazer uma forma eficaz de atuação em plenário, que é de se valer de recursos emotivos – e não de ‘apelação’: é o gestual, o olhar, é perceber as reações, ou seja, uma série de instrumentos que são usados durante a carreira de um promotor ou procurador que atua em Tribunal do Júri”, explicou o promotor de Justiça Paulo Markovicz de Lima.
O “Discurso Emotivo”, casualmente, também marcou o encerramento do evento, feito pelo procurador de Justiça, Gilberto Giacoia, acompanhado pelo procurador de Justiça do Ministério Público do Paraná Sérgio Luiz Kukina, indicado pela presidenta da República Dilma Rousseff para o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça. Ambos emocionaram-se ao falar aos promotores, grande parte em início de carreira: “Não posso deixar de olhar para vocês, jovens, e me reconhecer em cada um, cheios de sonhos, mas com o olhar voltado, sobretudo, para as causas sociais. Nunca me imaginei, em toda a minha juventude, atuando em outra instituição que não o Ministério Público”, disse o procurador indicado ao STJ.
Fonte: Site MP/PR
