O Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) promove na próxima terça-feira, 22 de setembro, às 14h, audiência para apresentação de diagnóstico e das proposições preliminares das medidas para regularização ambiental dos projetos de assentamentos de reforma agrária em Goiás (implantados até dezembro de 2007).
No começo do ano, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) apresentou números alarmantes. Dos 247 assentamentos no estado, 243 de alguma forma apresentam algum problema ambiental: falta de licenciamento, ausência de reserva legal, destruição de áreas de preservação permanente (APP).
O diagnóstico preliminar é resultado do trabalho do Grupo de Trabalho (GT) formado após a assinatura de um termo de cooperação técnica (TCT) entre o Ministério Público Federal, o Incra, o Ministério Público Estadual, a Semarh, a Procuradoria Geral do Estado e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O TCT tem duração de dois anos, prorrogáveis por igual período. O acordo não exime os órgãos envolvidos de suas responsabilidades de reparação ou compensação por qualquer ato de descumprimento da legislação ambiental, nem impede representações, apuração e responsabilização civil e criminal por parte do MPF.
Além do termo, o MPF trabalha intensamente para resolver os problemas envolvendo a reforma agrária. Em julho, por exemplo, foi protocolada ação civil pública para que a Justiça ordene o Incra a obter licenciamentos ambientais prévios dos projetos de assentamentos antes de desapropriação da propriedade. Essa questão já havia sido tema de recomendação do MPF em maio deste ano.
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Fonte: MPF
