Servidores
da área de tecnologia da informação da Justiça Federal e do Conselho da Justiça
Federal (CJF) indicados para o Subcomitê de Desenvolvimento do Processo
Judicial Eletrônico (PJe) estão sendo capacitados para implantação, utilização
e manutenção do PJe. A primeira etapa dessa capacitação foi realizada pelo
Centro de Estudos Judiciários do CJF, em parceria com o Conselho Nacional de
Justiça (CNJ). O Treinamento Prático sobre a Codificação do Processo Judicial
Eletrônico aconteceu de 15 de abril a 3 de maio, na sede do próprio CNJ. Agora,
está em andamento o curso de Java para Desenvolvimento na Web, que começou no dia 13 e vai até o dia 17 de maio, na sede da
empresa Caelum, em Brasília.
No
CNJ, o treinamento foi ministrado pelo juiz federal Paulo Cristovão de Araújo
Silva Filho com o principal objetivo de formar multiplicadores para a
implantação e suporte do sistema eletrônico de tramitação de processos. Segundo
o coordenador de projetos de softwares nacionais do CJF, Jones Cardozo de Melo
Filho, essa atividade despertou a necessidade de se promover a capacitação dos
servidores com relação aos programas de desenvolvimento envolvidos na
tecnologia do PJe. “Conhecemos o sistema e as tecnologias que ele utiliza, como
o sistema foi construído, sua interface, e tivemos noções de como dar as
primeiras manutenções”, contou o servidor.
De
acordo com o chefe da seção de Sustentação de Software do Conselho, Jackson Artaxerxes Matos, o PJe é um software interessante, grande e
complexo. “O objetivo dele é unificar os sistemas processuais desse imenso
Brasil com grandes ganhos sociais e econômicos. Como a Justiça Federal irá dar
suporte ao seu desenvolvimento, é importante conhecê-lo nas suas entranhas”,
explicou. A principal contribuição desses servidores para implantação eficiente
do PJe, na opinião dele, virá a partir do conhecimento do código, da tecnologia
e na difusão desse conhecimento. “O PJe é um software de vanguarda, totalmente parametrizável e de alto valor
tecnológico. A Justiça brasileira, não só a Justiça Federal, tem muito a ganhar
com sua implantação”, avaliou.
Para
a supervisora de apoio às seções judiciárias vinculadas do Tribunal Regional
Federal da 5ª Região (TRF5), Karina Gonzaga da Silva, essas capacitações são
importantes para uniformizar e consolidar o conhecimento a respeito das
tecnologias envolvidas no desenvolvimento do sistema. “Estamos começando uma
caminhada, que é longa, na consolidação desse conhecimento, para que futuramente
possamos apoiar todo processo de implantação e manutenção do sistema em todas
as regiões. É muito importante ter esse preparo e embasamento”, afirmou a
servidora.
E
conhecer a linguagem de programação padrão do processo judicial eletrônico, que
é o Java, é o atual objetivo principal desse grupo de servidores de TI. Segundo
o supervisor da seção de projeto de tecnologia da informação do Tribunal
Regional Federal da 3ª Região (TRF3), Ricardo Antônio Câmara da Silva, essa é
uma tecnologia que nem todo profissional da área domina. “Capacitação é
fundamental para começar a trabalhar bem. A principal coisa do treinamento do
CNJ é que ele nos fez perceber a importância da realização desse treinamento
que estamos participando hoje, para pegarmos intimidade com o sistema. É um
sistema enorme, muito completo, cheio de funcionalidades, são milhares de
arquivos”, avaliou.
A
proposta é que ao final desses treinamentos o grupo de servidores da JF e do
CJF esteja apto para participar da implantação do sistema nas cinco regiões da
Justiça Federal. O coordenador Jones Filho adiantou que o próximo curso
acontecerá na próxima semana, com duração aproximada de três dias, e dará
continuidade à capacitação de Java, como uma espécie de laboratório avançado.
“Há um conjunto de tecnologias. O objetivo é preparar e capacitar os técnicos
para que eles possam fazer a manutenção do sistema. A ideia inicial é que nós
trabalhemos apenas na sustentação, com a correção de bugs e desenvolvimento de pequenas funcionalidades essenciais para
o funcionamento do PJe na Justiça Federal”, revelou.
Fonte: CJF
