A Comissão de Seguridade Social e Família vai realizar seminário em Aracaju (SE) para debater as políticas públicas de atendimento às pessoas com doença falciforme, uma das doenças hereditárias de maior incidência no mundo. Ainda não há data marcada para o evento.
Provocada por uma mutação genética na hemoglobina que deforma os glóbulos vermelhos (hemácias), a doença falciforme pode causar vários danos à saúde, como obstrução dos vasos sanguíneos, anemia crônica, febre e dor nos ossos e na barriga.
A doença começa a se manifestar a partir dos três meses de idade, mas pode ser diagnosticada em bebês já na primeira semana de vida, por meio da triagem neonatal conhecida como teste do pezinho. No Brasil, nascem cerca de 3.500 crianças por ano com doença falciforme – embora seja mais comum na população negra, pode ocorrer em qualquer etnia.
Sergipe
O seminário em Aracaju foi sugerido pelos deputados Rogério Carvalho (PT-SE) e Márcio Macêdo (PT-SE). Segundo os parlamentares, o diagnóstico precoce e o acompanhamento regular com equipe de saúde podem reduzir e até evitar complicações.
A coordenadora-geral da Sociedade de Apoio às Pessoas com Doença Falciforme, Maria do Céu Vieira Santos, afirma que 400 pessoas estão em tratamento em Sergipe. "No estado, são 15 comunidades quilombolas e praticamente todos sofrem com a anemia falciforme, cerca de 90% dessa população", informou.
Foram convidados para o debate:
– a coordenadora da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme; Joice Aragão;
– o secretário estadual de Saúde, Antônio Carlos Guimarães;
– um representante da Secretaria Especial de Política de Promoção da Igualdade Racial, ligada à Presidência da República;
– o representante da Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doença Falciformes (Fenafal) Altair dos Santos Lira; e
– o representante da Frente Parlamentar Mista Pela Igualdade Racial e em Defesa dos Quilombolas, deputado Luiz Alberto (PT-BA).
Fonte: Portal C?¢mara dos Deputados
