Em audiência na Comissão de Turismo e Desporto, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, destacou há pouco o legado que os Jogos Olímpicos de 2016 deixarão para o Rio de Janeiro, que vai sediar o evento.
Em primeiro plano, Nuzman ressaltou os ganhos para a imagem da cidade e do Brasil. “Hoje o Brasil é falado no mundo todo. É impressionante a repercussão mundial. A escolha do Rio para sediar os jogos deu 230 primeiras paginas de jornais do mundo todo. Nenhum outro fato político do Brasil teve tanta repercussão”, afirmou.
Além disso, o presidente do COB, destacou os seguintes pontos favoráveis com as Olimpíadas no Brasil:
– O desenvolvimento do setor de Turismo;
– A construção do Centro Olímpico de Treinamento;
– A revitalização da zona portuária do Rio;
– A padronização oficial da classificação dos hotéis, de acordo com critérios internacionais;
– Aceleração de investimentos no setor de transportes; e
– Incentivos ao meio ambiente.
Informes permanentes
Nuzman informou que, assim que saiu o resultado em 2 de outubro, foi constituído o comitê organizador dos Jogos de 2016, o qual vai enviar um grupo de observadores aos jogos olímpicos de inverno, em Vancouver, no Canadá, no próximo ano.
Esse comitê, acrescentou o presidente do COB, vai prestar informes permanentes ao Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre o andamento das ações no Brasil para a realização dos jogos. Segundo Nuzman, o COI recomendou que se prepare com calma as Olimpíadas no Brasil.
Ato olímpico
Nuzman agradeceu ainda o fato de a Câmara e o Senado terem aprovado o ato olímpico, que permite a modificação de leis para atender demandas do comitê internacional. Um exemplo, segundo ele, seria a desburocratização da permissão de entrada de estrangeiros, cujos vistos seriam dados na própria credencial para os Jogos e não no passaporte.
O presidente do COB apresentou os vídeos da candidatura do Rio e o vídeo da vitória, com a escolha da cidade. “Me coloco à disposição do Congresso. Nos próximos sete anos, voltarei aqui quantas vezes forem necessárias. Estou aberto a reuniões com clubes de todas as modalidades olímpicas”, disse Nuzman.
“Fazer esporte para a juventude em modalidades consagradas não é tão difícil. O nosso desafio é estender para as modalidade que não estão tão desenvolvidas”, acrescentou o dirigente esportivo.
A audiência pública continua no plenário 5, com os deputados questionando o presidente do COB.
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Reportagem – Alexandre Pôrto/Rádio Câmara
Edição – Newton Araújo
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