Para o coordenador de pesquisa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Paulo Moutinho, é falsa a afirmação de que a preservação do meio ambiente impede o desenvolvimento. Segundo ele, num futuro mais aquecido, com restrição das emissões, em que a questão do clima será definidora das relações econômicas, será obrigatório o desenvolvimento sustentável.
“Aqueles que acham que o PIB do Brasil vai deixar de crescer porque colocamos metas ambiciosas estão enganados”, apostou Moutinho, que participa de uma discussão sobre mudanças climáticas no Plenário da Câmara.
Para ele, é a primeira vez que o Brasil assume a liderança dessa discussão, com uma capacidade única em Copenhague. Segundo ele, o Brasil já pode apresentar resultados no que diz respeito à Amazônia. Devido à mudança, nos últimos dois ou três anos, o que está em discussão em todos os estados amazônicos é a sustentabilidade e os serviços ambientais realizados por rios e florestas, e não ações danosas ao meio ambiente.
Exigência
Já o ex-deputado Aldo Arantes, que é diretor de temas ecológicos e ambientais da Fundação Maurício Grabois e membro do Comitê Central do PCdoB, defendeu metas voluntárias para os países em desenvolvimento, como fez o Brasil, e metas obrigatórias para os países desenvolvidos, que são os maiores poluidores.
Esses países também deveriam financiar ações nas nações mais pobres, de forma a minimizar o impacto de seu desenvolvimento. No Brasil, ele destacou as ações do governo, como a construção de um milhão de casas populares com placas solares, que podem ajudar a reduzir as emissões atuais no Brasil.
Reportagem – Marcello Larcher
Edição – Wilson Silveira
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