O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou há pouco que o banco não apoiou a fusão dos supermercados Carrefour e Pão de Açúcar, que não avançou por conta de divergências entre os sócios do Pão de Açúcar. Segundo ele, o banco apenas “enquadrou” a operação, o que significa que ela poderia ser elegível, desde que respeitasse algumas premissas. Entre elas, a de que houvesse “harmônico entendimento” entre os sócios, o que não ocorreu.
Questionado por deputados que participam de audiência pública realizada neste momento pelas comissões de Finanças e Tributação; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Fiscalização Financeira e Controle, Coutinho disse, no entanto, que a fusão poderia trazer “grandes vantagens” à economia brasileira, porque “levaria um grupo brasileiro a ter uma posição de influência dominante na operação internacional do Carrefour”.
De acordo com Coutinho, eventuais concentrações de mercado poderiam ser solucionadas com a venda de unidades dos supermercados envolvidos na fusão. “Essa questão [concentração] é técnica e pode ser endereçada de forma muito precisa: quando há superposição de duas redes de varejo, é preciso olhar se há concentração no microespaço, onde o consumidor faz compra. Se isso houver, a prática internacional e a nossa prática têm sido de obrigar a venda das unidades nas áreas de superposição”, declarou.
A audiência com o presidente do BNDES prossegue no Plenário 4.
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Fonte: Portal C?¢mara dos Deputados
