A realização do X Congresso Estadual de Magistrados, em Santana do Livramento, aberto na quinta-feira (26), e encerrado na sexta-feira (27), abordou o tema “Magistratura: Pra onde vamos? A instituição e a Ética”. O evento foi realizada pela Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris). A AMB foi representada pela Juíza Maria Isabel Pereira da Costa, Diretora da Secretaria de Assuntos Previdenciários da Associação, que fez parte da Mesa oficial do congresso, ao lado de outros Magistrados gaúchos. “Foi uma honra representar a AMB e o nosso Presidente Nelson Calandra neste evento. Esta foi uma oportunidade de congratular-me com os Juízes do Rio Grande do Sul”, assinalou Maria Isabel. A Juíza enfatizou que a Magistratura mais do que ninguém tem o dever de discutir os anseios da sociedade, de buscar e desenvolver um relacionamento ético com a sociedade, no sentido de que a ética é um norteador, é um paradigma das relações humanas. “A AMB não poderia deixar de participar de um evento dessa natureza, e dar seu apoio. A ética é uma ciência que temos de discutir valores porque envolve todo um relacionamento humano”, avaliou.A Magistrada falou da importância do tema para os participantes, destacando a palestra de abertura, “O Estado de Direito Face à Crise e ao Sistema”, proferida pelo Magistrado lusitano Nuno Miguel Pereira Ribeiro Coelho, que é Desembargador do Tribunal da Relação de Lisboa e Vice-Presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, e Secretário-executivo da União Internacional dos Juízes da Língua Portuguesa e Mestre em Direito.“As palestras foram direcionadas para o tema central, assim como as teses apresentadas. A palestra proferida pelo Desembargador português Nuno Coelho, chamou a minha atenção, entre tantos outros. Ele falou sobre o exercício da Magistratura no estado democrático de Direito, e o aspecto da ética”, exemplificou.Outro momento de destaque na programação foi a palestra “Principais Resultados do II Relatório Supremo em Números, proferida por Ivar Alberto Hartmann, Mestre em Direito pela PUC-RS e pela Harward Law School, também professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e coordenador do Projeto Supremo em Números. O tema “Justiça e Interpretação do Direito como Desafio aos Juristas” desenvolvido por José Reinaldo de Lima Lopes, professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Mestre e Doutor pela USP, Pós-Doutorado pela University of California San Diego e professor/pesquisador da Escola de Direito da FGV, também foi um momento importante para os participantes.“A lição que esse congresso nos deixa é de que o Magistrado não pode viver fora da sociedade. Ele tem de compactuar com a sociedade valores éticos e tem de junto com ela, construir um estado democrático de Direito, onde o respeito às relações humanas sejam um paradigma de conduta para todos”.
Fonte: AMB
