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Débora Bazeggio
Professor, Advogado e especialista em acidentes de trânsito, o perito criminal Osvaldo Negrini fez palestra, na tarde desta quinta-feira (26), para Magistrados Motociclistas sobre as verdadeiras causas de acidentes com motos no Brasil. Segundo Negrini, as estatísticas que mostram alcoolismo ou velocidade como principais causas são irreais. Ao passar a principal mensagem aos apaixonados pelas duas rodas, Negrini insistiu: “Motociclistas, sejam vistos!”.A palestra do Professor integrou a campanha educativa realizada pela AMB, em parceria com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e com o Movimento Brasileiro de Motociclistas (MBM), e foi proferida durante o II Encontro de Motociclistas da AMB, que ocorreu simultaneamente à 9ª edição do Brasília MotoCapital, evento tradicional que reúne cerca de 250 mil pessoas.Durante a palestra, foi feita também uma demonstração sobre os temidos pontos cegos. Motociclistas presentes, Magistrados ou não, puderam verificar o problema ao entrar em um microônibus e fazer a experiência. Ao sentar no banco do motorista, eles puderam constatar que três motocicletas que foram colocadas próximas ao veículo, em posição de ultrapassagem, não eram vistas pelo retrovisor.Depois de rodar mais de 2 mil quilômetros, vindo de Monte Negro (RS), o motociclista gaúcho Wagner Coutinho ficou surpreso com a experiência. “Para minha surpresa, fiquei realmente assustado. A posição que eu sentei no local de comando do ônibus, eu não enxergava as três motos que estavam ao lado do ônibus. Não se enxerga mesmo; eu tive que avançar meio metro da posição do banco para ver as motos. A partir de hoje, estou mudando minha opinião; me senti na posição do motorista e vi que realmente não se enxerga. Como eu tenho alguns anos de experiência, procuro me posicionar de modo que eu enxergue o motorista que vai à frente, mas seria interessante passar isso para outros motociclistas”, disse ele, ao elogiar a iniciativa da AMB e de seus parceiros. “Achei ótima essa campanha e vou passar para o meu motoclube. Com certeza, tudo que eu aprendi isso, vou passar para todos”.Para Negrini, o Brasil precisa investir em pesquisas para fazer campanhas com os reais problemas que geram os acidentes. “Se não tomarmos providências devidas, muitos motociclistas continuarão morrendo diariamente”, advertiu. Segundo o Professor, os números de outros Países não podem ser usados como base para ações nacionais. “Precisamos começar uma campanha para pôr na cabeça das autoridades que não é com mágica que se resolve a problemática de acidentes de trânsito no Brasil. Aqui, é diferente, não se pode comparar o motociclista europeu, italiano com o motociclista do nordeste brasileiro”.Em suas orientações, Negrini recomendou, além do uso responsável do capacete, o uso de roupas brancas: capacete e roupas, de forma a dar mais visibilidade aos motociclistas. “É preciso diminuir radicalmente a invisibilidade. Os motociclistas precisam ser vistos”, reafirmou o especialista.No Brasil, cerca de 3 mil pessoas morrem por mês por conta dos acidentes de trânsito, o que representa quase 40 mil por ano. Destes, 10 mil são motociclistas. Dessas ocorrências, de 36% a 60% são causadas por fatores ligados à conspicuidade (quando o motociclista não é visto pelo motorista). O ponto cego é o responsável por 18% a 45% dos acidentes com motociclistas. Os outros 25% são causados por instabilidade, que acontece quando há buracos na pista, pedras, óleo, faixas mal pintadas e escorregadias em dias de chuva, entre outros. Débora Bazeggio
Professor, Advogado e especialista em acidentes de trânsito, o perito criminal Osvaldo Negrini fez palestra, na tarde desta quinta-feira (26), para Magistrados Motociclistas sobre as verdadeiras causas de acidentes com motos no Brasil. Segundo Negrini, as estatísticas que mostram alcoolismo ou velocidade como principais causas são irreais. Ao passar a principal mensagem aos apaixonados pelas duas rodas, Negrini insistiu: “Motociclistas, sejam vistos!”.A palestra do Professor integrou a campanha educativa realizada pela AMB, em parceria com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e com o Movimento Brasileiro de Motociclistas (MBM), e foi proferida durante o II Encontro de Motociclistas da AMB, que ocorreu simultaneamente à 9ª edição do Brasília MotoCapital, evento tradicional que reúne cerca de 250 mil pessoas.Durante a palestra, foi feita também uma demonstração sobre os temidos pontos cegos. Motociclistas presentes, Magistrados ou não, puderam verificar o problema ao entrar em um microônibus e fazer a experiência. Ao sentar no banco do motorista, eles puderam constatar que três motocicletas que foram colocadas próximas ao veículo, em posição de ultrapassagem, não eram vistas pelo retrovisor.Depois de rodar mais de 2 mil quilômetros, vindo de Monte Negro (RS), o motociclista gaúcho Wagner Coutinho ficou surpreso com a experiência. “Para minha surpresa, fiquei realmente assustado. A posição que eu sentei no local de comando do ônibus, eu não enxergava as três motos que estavam ao lado do ônibus. Não se enxerga mesmo; eu tive que avançar meio metro da posição do banco para ver as motos. A partir de hoje, estou mudando minha opinião; me senti na posição do motorista e vi que realmente não se enxerga. Como eu tenho alguns anos de experiência, procuro me posicionar de modo que eu enxergue o motorista que vai à frente, mas seria interessante passar isso para outros motociclistas”, disse ele, ao elogiar a iniciativa da AMB e de seus parceiros. “Achei ótima essa campanha e vou passar para o meu motoclube. Com certeza, tudo que eu aprendi isso, vou passar para todos”.Para Negrini, o Brasil precisa investir em pesquisas para fazer campanhas com os reais problemas que geram os acidentes. “Se não tomarmos providências devidas, muitos motociclistas continuarão morrendo diariamente”, advertiu. Segundo o Professor, os números de outros Países não podem ser usados como base para ações nacionais. “Precisamos começar uma campanha para pôr na cabeça das autoridades que não é com mágica que se resolve a problemática de acidentes de trânsito no Brasil. Aqui, é diferente, não se pode comparar o motociclista europeu, italiano com o motociclista do nordeste brasileiro”.Em suas orientações, Negrini recomendou, além do uso responsável do capacete, o uso de roupas brancas: capacete e roupas, de forma a dar mais visibilidade aos motociclistas. “É preciso diminuir radicalmente a invisibilidade. Os motociclistas precisam ser vistos”, reafirmou o especialista.No Brasil, cerca de 3 mil pessoas morrem por mês por conta dos acidentes de trânsito, o que representa quase 40 mil por ano. Destes, 10 mil são motociclistas. Dessas ocorrências, de 36% a 60% são causadas por fatores ligados à conspicuidade (quando o motociclista não é visto pelo motorista). O ponto cego é o responsável por 18% a 45% dos acidentes com motociclistas. Os outros 25% são causados por instabilidade, que acontece quando há buracos na pista, pedras, óleo, faixas mal pintadas e escorregadias em dias de chuva, entre outros. 

Fonte: AMB

Como citar e referenciar este artigo:
NOTÍCIAS,. Fotos. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2012. Disponível em: https://investidura.com.br/noticias/amb/fotos-150/ Acesso em: 21 fev. 2026