A exemplo do que aconteceu no ano passado,o Iom HaShoá Ve Hagvurá ou “Dia da Recordação das Vítimas do Holocausto e da Bravura” foi realizado, na manhã desta quinta-feira (18), novamente no mesmo Colégio Israelita cenário do tributo de 2011. Considerado local adequado para cumprir o objetivo principal de educar as futuras gerações sobre os horrores do genocídio do regime nazista e condenar todas as manifestações de intolerância ou violência baseadas em origem étnica ou religiosa, a instituição de ensino e a Federação Israelita do Rio Grande do Sul (Firs) promoveram o evento com o foco centrado nas pessoas que salvaram vidas de judeus ameçados pela morte nas câmaras de gás.
O museu do holocausto Yad Vashem, de Jerusalém, foi criado em 1953 para resgatar a história do extermínio e também laurear os chamados heróis invisíveis com o título de “Justos entre as nações”. Seis exemplos, inclusive de brasileiros como o embaixador Luiz Martins de Souza Dantas e Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa, selecionados entre os casos mais expressivos de quem arriscou a vida para salvar judeus, foram detalhados em apresentações dos alunos do Colégio, conclamados a combater o antisemitismo de hoje.
Ao participar do evento – desta vez realizado no ginásio esportivo com as arquibancadas lotadas pelos estudantes – representando o presidente do Parlamento, o deputado Adão Villaverde (PT) salientou que a negação ou mesmo a minimização do holocausto é absolutamente inaceitável, sobretudo do ponto de vista da defesa dos direitos humanos e da necessidade de interrupção do crescente processo de barbárie, com que convive nosso tempo. “O holocausto foi, sem sombra de dúvidas, o ápice do processo de intolerância da era moderna. Entretanto, mesmo assim, sua negação aparece de forma sistemática e recorrente, revelando sempre facetas de sócios da cumplicidade com algo que até hoje envergonha a humanidade”, disse ele.
Para Villaverde, é preciso manifestar posições firmes e claras contra toda e qualquer máquina mortífera, produto da intolerância. “O holocausto é como uma página terrível registrando perseguições, prisões e assassinatos brutais que não pode ser simplesmente apagada, esquecida e muito menos reescrita. Deve ser lida e relida, permanente e constantemente, como um alerta cruel de que nenhum povo está livre da violência e da intolerância. Este compromisso não é só dos judeus, mas de toda a humanidade empenhada em não deixar fecundar a semente que levou ao holocausto”, reforçou.
Fonte: AL/RS
