Na quarta oitiva da CPI da Telefonia, presidida pelo deputado Ernani Polo (PP), ocorrida na tarde desta segunda-feira (27), a secretaria Municipal Extraordinária para a Copa de 2014, representada pelo secretário João Bosco Vaz, prestou depoimento sobre a implementação da tecnologia 4G na Capital gaúcha para receber a Copa do Mundo em 2014.
De acordo com o secretário, João Bosco Vaz, se o sistema 3G funcionasse com qualidade satisfatória, a implementação do 4G talvez nem fosse necessária. “Estamos falando da implementação de 4G, enquanto o 3G não funciona?”, questionou.
Em seu relato, João Bosco Vaz destacou que é quase impossível o torcedor conseguir falar ao celular, ou usar redes sociais, durante uma partida de futebol ocorrida algum estádio em Porto Alegre. E indagou ainda: “Na Copa do Mundo, como os jornalistas, vindos de todas as partes do mundo, irão se comunicar com suas redações e fazer a cobertura dos jogos através de celulares e computadores portáteis?”
Na África do Sul, após a realização da Copa do Mundo, o governo contratou uma empresa de pesquisa para analisar a imagem do país perante o resto do mundo após o evento. Antes, a África do Sul era reconhecida, principalmente, pela pobreza e turismo sexual. Após a Copa do Mundo, de acordo com a pesquisa, a imagem do país melhorou consideravelmente, e o serviço de telefonia é um legado deixado pela Copa, ou seja, funciona perfeitamente.
Sobre a lei das antenas, Vaz salientou que a legislação precisa ser adequada às novas tecnologias. Entretanto, lembrou que existem estudos feitos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que apontam um malefício à saúde causado pela radiação não-ionizante emitida pelas antenas, ou seja, deve haver um controle.
Ao final de sua fala, o secretário sublinhou: “Queremos um serviço que atenda a demanda da Copa do Mundo e que permaneça funcionando no Estado”.
Fonte: AL/RS
