Preocupado com os reflexos na atração de novos investimentos no setor industrial, o deputado Giovani Feltes (PMDB) quer saber do governo do estado as providências que serão buscadas para evitar o colapso no abastecimento de gás natural previsto para acontecer em até três anos. Mantido o aumento médio de 8% no consumo por ano, as projeções indicam que em 2015 a demanda no RS irá superar a capacidade do gasoduto Bolívia-Brasil, situação que levou o deputado a requerer a realização de uma audiência na Comissão de Serviços Públicos da Assembleia Legislativa. “Muitos empreendimentos e até mesmo a ampliação dos ramais dependem de como enfrentaremos mais este gargalo”, alerta Feltes.
A situação deixa em alerta as entidades empresariais e algumas alternativas já são apontadas para superar a limitação da oferta de gás natural, uma delas indicando a possibilidade de construção de um terminal de GNL (Gás Natural Liquefeito). Empresa estatal responsável pela distribuição, a Sulgás tem contratados 2,2 milhões de metros cúbicos por dia vindos da Bolívia, diante de uma demanda média que já supera 1,7 milhão de m³/dia.
O temor é de que a limitação da capacidade acabe afastando a instalação de novas indústrias e até mesmo a ampliação nas atuais linhas de produção. “Ter garantia de acesso ao gás natural é fator decisivo”, pondera o deputado.
Há poucas semanas, Feltes liderou uma comitiva do município de Três Coroas que busca junto à Sulgás a ampliação em 6,5 quilômetros do gasoduto que hoje chega até a divisa com Igrejinha. A extensão da rede serviria para consolidar o polo industrial situado às margens da RS 115, num investimento ao redor de R$ 6 milhões. A própria Sulgás planeja levar o gás natural até as cidades da Serra, em especial para atender a rede hoteleira.
O requerimento da audiência pública será votado na Comissão de Serviços Públicos na próxima quinta-feira (19) e o deputado do PMDB pretende reunir representantes do governo do estado, FIERGS e de demais entidades empresariais.– Se você é funcionário da Rede Pampa, não esqueça: Mensagens porventura recebidas fora do seu horário de expediente devem sem cumpridas ou respondidas apenas no horário de trabalho.
Fonte: AL/RS
