Uma das principais reivindicações é o compromisso do Governo Estadual com a solução dos conflitos agrários no Estado. Tortelli destaca que não é possível aceitar que uma injustiça seja solucionada com outra injustiça, causando ainda mais danos aos agricultores. “Nossas famílias correm risco de perder suas terras. Hoje são 30 mil famílias que estão em situação de risco com a demarcação de terras indígenas. Temos clareza dos direitos do índios, mas precisamos também resolver o problema dos agricultores”, desafia o deputado.
Para o deputado Edson Brum, que já vem há tempos trabalhando nesta questão, o decreto é injusto com os agricultores que adquiriram suas propriedades e pagaram por elas. “Eles produzem nas terras e inclusive têm programas do Governo como Pronaf e Pró-Luz. È certo que existe uma dívida histórica com os povos indígenas e negros. Porém não se pode resolver uma injustiça cometendo outra” reforçou.
Para o deputado Gilberto Capoani (PMDB), que presidiu a comissão especial que averiguou e discutiu assuntos relacionados as áreas indígenas no Estado, não é possível aceitar uma injustiça com os agricultores que pagaram por suas propriedades. “Nos mobilizamos porque não podemos cometer esta injustiça com os agricultores, que são donos de suas terras há mais de 100 anos. Preparamos este encontro com muita seriedade, pois sabemos que a agenda de um governante é sempre atribulada, mas não esperávamos que o Tarso cometesse a grosseria de se recusar a receber toda a comitiva”.
“Reconhecemos o direito dos indígenas, que merecem ter suas terras, mas não podemos resolver uma injustiça histórica com outra, retirando o sustendo de agricultores, que possuem certidões de suas propriedades e plantam há mais de um século. Precisamos de uma mobilização conjunta para levar o tema ao governo federal, para se resolva urgentemente este impasse que não pode mais continuar. A nossa Comissão de Agricultura seguirá atuante e fiscalizadora nesta questão, para que nossa ação conjunta obtenha resultados ”, afirma o deputado Ernani Polo.
Além da questão dos conflitos agrários, os agricultores também buscam a implantação de um programa estadual de fortalecimento da agricultura familiar, com apoio às unidades produtivas, envolvendo 17 mil famílias, além de garantias à assistência técnica e apoio para a agroindustrialização e comercialização dos produtos com investimento de R$ 170 milhões. O objetivo é desenvolver a reestruturação produtiva como forma de impulsionar a produção de alimentos e garantir a soberania e segurança alimentar para a população.
O terceiro eixo diz respeito aos jovens do meio rural, com a implantação imediata do Bolsa Jovem Rural, beneficiando aqueles que estiverem participando do Programa de Formação UFFS – MDA – FETRAF, num total de 1.600 jovens, como também os que participarão da capacitação profissional “Pronatec Campo” e os alunos que estão estudando nas Casas Familiares Rurais e Escolas Família Agrícola.
Fonte: AL/RS
