Esta primeira reunião teve a finalidade de dar ciência aos membros do Conselho do recebimento da denúncia e para passar às suas mãos a transcrição da entrevista que gerou o conflito. Depois disso, o deputado Cleiton Kielse terá cinco dias para apresentar sua defesa prévia e provas de suas acusações, conforme determina o art. 251, inciso II, do Regimento Interno da Casa. O Conselho voltará a se reunir para apreciar a defesa. Participaram da reunião desta manhã, além de Praczyk, o corregedor da Assembleia, deputado Luiz Accorsi (PSDB), e o vice-presidente do Conselho, deputado Francisco Buhrer (PSDB). O deputado Antonio Anibelli Neto (PMDB) apresentou justificativa para a ausência.
Com o esforço concentrado da semana que vem e a suspensão das sessões na semana seguinte para permitir a implantação do novo sistema de votação do Plenário, o deputado Praczyk acredita que o Conselho voltará a se reunir após a Semana da Pátria. Uma vez mais ele apontou as lacunas existentes no Regimento Interno em relação aos procedimentos do Conselho de Ética, que o obrigam a valer-se de outros instrumentos para levar a cabo os procedimentos instaurados. Praczyk disse que se vale das Constituições Federal e Estadual, do Estatuto do Servidor Público e até mesmo dos Códigos de Processo Penal e Civil para melhor conduzir o processo: “Cada vez que somos acionados torna-se mais e mais patente que precisamos corrigir essas omissões regimentais”, comenta o parlamentar.
Polêmica – As declarações de Kielse foram feitas a uma emissora de rádio de Curitiba quando ele participava de uma audiência pública no Plenarinho da Assembleia, na manhã do dia 4 de julho, promovida por iniciativa do líder da Oposição, deputado Elton Welter (PT), justamente para tratar de questões referentes aos contratos com as concessionárias de pedágio firmados ainda na administração do ex-governador Jaime Lerner.
Participavam do evento o presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Fernando Guimarães e representantes de vários segmentos da área de transportes e de movimentos sociais. Na entrevista, o deputado referiu-se genericamente a “deputados comprados pelo pedágio” para tentar explicar porque as tentativas de baixar o preço das tarifas, segundo ele, têm se mostrado inócuas. Diante das declarações muitos deputados pediram então providências à Mesa Executiva.
Fonte: AL/PR
