TRF4

TRF4, 00032 AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 2007.04.00.031745-2/PR, Relator Des. Federal Joel Ilan Paciornik , Julgado em 11/27/2007

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00032 AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 2007.04.00.031745-2/PR

RELATOR : Des. Federal JOEL ILAN PACIORNIK

AGRAVANTE : CELSO MUXFELDT

ADVOGADO : Isabela Christine Dal Bo Lima e outro

AGRAVADO : UNIÃO FEDERAL (FAZENDA NACIONAL)

ADVOGADO : Simone Anacleto Lopes

INTERESSADO : BENEDET RONCONI LTDA/ e outro

EMENTA

EXECUÇÃO FISCAL. EXCLUSÃO DO SÓCIO DO PÓLO PASSIVO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. CABIMENTO.

EQÜIDADE. COMPLEXIDADE DA CAUSA.

1. Malgrado o sócio não tenha promovido a alteração cadastral da empresa junto à Receita Federal, notificando a sua retirada, o fato

é que compete ao eqüente comprovar que o sócio, ao tempo do surgimento da dívida, ercia funções de gerência ou administração da sociedade. Desta forma, considerando-se que o sócio retirou-se da sociedade em período anterior à dívida cobrada,

impõe-se responsabilizar a eqüente pelo redirecionamento indevido, visto que esta não diligenciou de maneira razoável a fim de

averiguar se a pessoa contra quem pretendeu redirecionar o feito integrava ou não o quadro social da eutada ao tempo do

surgimento da dívida. Em não o fazendo, assumiu o risco pela inexistência de base legal para responsabilização. Assim, cabível a

fição da verba honorária.

2. O art. 20, § 4º, do CPC, permite que se arbitre os honorários com base na eqüidade, valendo-se dos critérios elencados nas alíneas

a, e c do § 3º desse artigo. A eqüidade serve como valioso recurso destinado a suprir as lacunas legais e auxiliar a aclarar o

sentido e o alcance das leis, atenuando o rigorismo dessas, de molde a compatibilizá-las às circunstâncias sociais, inspirada pelo

espírito de justiça.

3. A matéria controvertida envolveu basicamente a falta de comprovação, pela eqüente, da ocorrência das hipóteses que autorizam

a responsabilização pessoal dos sócios, pelo que descabia, no momento, o redirecionamento do feito. A causa posta em juízo não

apresentou maiores dificuldades para a defesa dos eutados, não exigindo grande dispêndio de tempo do advogado, embora as

peças processuais produzidas nos autos demonstrem notoriamente o zelo e a dedicação do profissional, revelando-se adequada a

condenação no percentual de 10% sobre o valor da causa.

4. Agravo de instrumento provido.

ACÓRDÃO

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Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Egrégia 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região, por unanimidade, dar provimento ao agravo de instrumento, nos termos do relatório, votos e notas taquigráficas que ficam
fazendo parte integrante do presente julgado.
Porto Alegre, 07 de novembro de 2007.

Como citar e referenciar este artigo:
JURISPRUDÊNCIAS,. TRF4, 00032 AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 2007.04.00.031745-2/PR, Relator Des. Federal Joel Ilan Paciornik , Julgado em 11/27/2007. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2010. Disponível em: https://investidura.com.br/jurisprudencias/trf4/trf4-00032-agravo-de-instrumento-no-2007-04-00-031745-2-pr-relator-des-federal-joel-ilan-paciornik-julgado-em-11-27-2007/ Acesso em: 28 fev. 2026