Advogar ou não advogar, eis a questão!
Para muitos, advogar significa ser um eterno pidão (pedidos) ao judiciário e ganhar ações.
Para outros, uma vida de recorta e cola de teses para ver se alguma tese cola, o famoso SCC (se colar, colou) e ganhar honorários no final.
Outros ainda, pensam que é uma profissão sem mercado, uma profissão que não vale a pena.
Quanto engano meu Deus!
Precisamos ver o verdadeiro papel do advogado na sociedade. Não o papel pintado pela mídia, onde todos são corruptos e há advogados que ainda aplaudem isto.
Precisamos compreender que existem advogados honestos, batalhadores e realmente merecedores do uso do verbete advogado em suas vidas.
Para compreender seu papel, pergunte a si mesmo: Qual é o ativo maior, o bem jurídico a ser protegido na advocacia?
A grande maioria responderá: Os processos, as petições, as audiências.
Ledo engano.
O bem maior da advocacia é um só: O CLIENTE.
Processos são o passivo da advocacia!
Ter muitos processos não quer dizer tem dinheiro, ou melhor, rentabilidade.
Ter processos significa muito trabalho e o retorno nem sempre é tudo aquilo esperado, já que juízes enciumados com os honorários do advogado, dão sucumbencias ridículas de trezentos a quinhentos reais em processos que duraram anos para ter uma sentença.
Aliás, depender do judiciário para alguma coisa é só um ilusão que leigos podem ter.
E não se iludam advogados: Com processo eletrônico e todo mundo dizendo que ficou mais fácil advogar, os honorários serão menores, afinal, tudo que é mais simples é mais barato, não é mesmo?
O que realmente importa é o cliente. Resolver o problema do cliente.
Se for com um processo, tudo bem. Se puder ser administrativo, melhor. Se um acordo extrajudicial resolve, melhor ainda.
O cliente é cativado pelo interesse e solução (acompanhamento) do advogado e não por um processo judicial.
E pior, temos advogados que esquecem que o mais importante na advocacia junto com o cliente é o pensar.
Advogados que se tornam recorta e cola de modelos que nem sempre servem ao caso. Advogados clientes de sites como http://www.lojadoadvogado.adv.br (nada contra, cada um vende o que acha certo e se eles estão no ar é porque tem clientes), quer dizer, advogados que irão comprar modelos e depois sair aplicando os modelos por aí.
Ninguém precisa reinventar a roda e querer que cada petição seja feita do zero. Isto é burrice em relação ao tempo.
Contudo, igualmente é burrice usar modelos em que sequer se sabe o que está falando.
Então, em suma, o que é mesmo advogar?
É resolver o problema do cliente, quer com ou sem processo, da melhor forma possível. O resto não é advocacia, é recorta e cola.
#Ficaareflexão
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Artigo escrito por Gustavo Rocha
Sócio da GestãoAdvBr – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas
Sócio da Bruke Investimentos
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