Todas as quintas-feiras publicamos no portal GestãoAdvBr um artigo inédito sobre departamentos jurídicos e seus relacionamentos internos, com
escritórios terceirizados e muito mais. Nos acompanhe!
Quero propor uma reflexão diferente hoje.
Vamos pensar no nosso trabalho, no nosso dia a dia?
Vamos refletir que nem tudo é trabalho, mas o trabalho pode ser tudo?
Faz parte do trabalho pensar, criar, criticar, refletir, enfim aprender, ensinar e ser mais e melhor. E seria somente isto?
Onde está o amor dentro do trabalho? Onde está a inspiração, tesão, vontade, volição senão dentro de nós mesmos?
Quais os princípios do trabalho?
Divido o último discurso de Charles Chaplin para iniciarmos esta reflexão:
se possível – judeus, o gentio … negros … brancos.
que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas
necessidades.
ódio … e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro
dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e
cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e
doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
universal … à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora … milhões de desesperados, homens,
mulheres, criancinhas … vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis!” A
desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia … da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os
homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem os homens, a
liberdade nunca perecerá.
vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como um gado
humano e que vos utilizam como carne para canhão! Não sois máquina!
homem – não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Estás em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder
de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela … de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da
democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo … um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro
à mocidade e segurança à velhice.
liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência.
Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.
a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A
alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos.
Percebo neste texto que o trabalho deve perseguir alguns princípios:
* Precisamos de mais interatividade entre as pessoas. Mandar email para quem está na mesma sala ou na do lado? É realmente necessário? Precisamos mesmo
conversar por telefone? E o olho no olho?
* As máquinas não substituem o contato humano, homem é que sois! Não vamos deixar a tecnologia sucumbir as relações entre as pessoas, que em fato, são a
base de todo trabalho. Seu cliente não é uma máquina, lembre-se disto.
* Na doçura e na afeição reside o segredo. Sorria. Fale com bondade. Perdoe as ofensas. Viva em paz. Como isto faz falta no universo corporativo. Pessoas
carrancudas somente são boas para filmes de terror. Na vida real, precisamos de vida em nosso caminho, vida em nosso trabalho!
Com certeza muito mais podemos extrair deste texto, mas deixo por derradeiro um pensamento de Gandhi sobre trabalho:
Se eu pudesse deixar algum presente à você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo a fora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você, se pudesse, o respeito aquilo que é indispensável.
Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.
A resposta está em nós, está em nossas ações.
Ou como disse Khalil Gibran: O trabalho é o amor feito visível.
Bom amor! Bom trabalho!
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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Sócio da Consultoria GestaoAdvBr
