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CPI do Arroz reinicia com duas oitivas


Foram ouvidos representantes do Banrisul e Banco do Brasil

 

A Comissão Parlamentar de Inquérito do Arroz reiniciou os trabalhos na tarde desta segunda-feira (6), ouvindo a gerente executiva da Unidade de Negócios Rurais do Banrisul, Karla Nozari, o superintendente do Banco do Brasil/RS, José Carlos Reis, e o gerente de Agronegócios da Superintendência Regional do BB, João Paulo Comerlato.

 

Durante a reunião,presidida  pelo deputado Jorge Pozzobom (PSDB), foi aprovado o requerimento 6/2011, dos deputados Pozzobom e Marlon Santos (PDT), para que sejam ouvidos representantes da Secretarias Estaduais da Agricultura e da Infraestrutura e Logística, da SPH, do DAER, da CESA, da direção e da unidade de pesquisas do Irga, do Setor de Classificação de Produtos de Origem Vegetal da Ascar-Emater e da Conab. Os temas serão o custo econômico e financeiro na produção do arroz, eficiência da política agrícola de preços compatíveis com os custos de produção e custos da classificação do arroz entregue pelo produtor rural à indústria.

 

Linhas de financiamento

A primeira a depor, Karla Nozari, disse que o Banrisul opera nas linhas de financiamento de custeios agrícolas somente com recursos controlados pelo Banco Central. Segundo a gerente, o ciclo produtivo da lavoura, investimentos, máquinas e correção de solo, são as principais ações na área. O relator da CPI, deputado Marlon Santos (PDT) questionou sobre a questão dos juros, financiamento e inadimplência no setor. Conforme Karla, o banco disponibilizou para créditos agrícolas em torno de R$ 50 milhões na última safra. Ela explicou ainda que o Banrisul trabalha somente com o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), determinado pelo Banco Central do Brasil. Quanto à inadimplência, a gerente afirmou que o volume é muito baixo. Sobre a prática de bancos de concederem financiamentos mediante a venda de serviços adicionais por parte dos bancos, em que gerentes e funcionários necessitam atingir metas de chamadas “reciprocidade”, Karla disse que não tem conhecimento de nenhuma denúncia de produtores sobre essa questão. Argumentou que não existe meta de crédito rural e “toda a demanda é atendida”, declarou.

 

Fortalecimento da cadeia produtiva

O superintendente José Carlos Reis e o gerente de Agronegócios da Superintendência Regional do BB, João Paulo Comerlato, falaram sobre os financiamentos e os valores investidos pela instituição no setor orizícola. Reis salientou que o banco tem interesse em que a cadeia se fortaleça e que essa situação é um atraso para toda economia do estado. Por outro lado, Comerlato relatou que o banco tem realizado várias ações para buscar melhorias de preço, onde em torno de R$ 600 milhões foram aplicados na comercialização, mas que mesmo assim o preço continuou em declínio. Afirmou que foram R$ 800 milhões investidos, em torno de 7 mil contratos firmados, beneficiando cerca de 6 mil produtores, desses, 2,5 mil são da agricultura familiar. Respondendo questionamento sobre juros, do relator, deputado Marlon Santos (PDT), Reis afirmou que o Banco do Brasil trabalha com juros subsidiados, que vão até 4% para o pequeno produtor, até 6,25% para o médio produtor e até 6,75% para o grande produtor. Ele destacou também que a política de financiamento do arroz é uniforme no Brasil inteiro, mas que os orçamentos do RS e de SC são um pouco maiores, mas mesmo assim a taxa de juros é igual em todo país. Marlon também perguntou sobre a inadimplência, que ocorre em pequena escala, pois segundo os dirigentes, muitos produtores prorrogam suas dívidas em função do preço e da produção. Marlon disse que, em suas viagens pelo estado observou que, “se não fossem os bancos, a metade dos produtores já não estaria plantando mais e os financiamentos têm feito a diferença”.

 

A próxima reunião ocorrerá na segunda-feira (13), às 14 horas, com oitivas a respeito de insumos e sobre o Mercosul. O presidente da CPI solicitou a todos os integrantes da Comissão para participarem da 22ª abertura da Colheita Oficial do Arroz, do município de Restinga Seca, que será realizada de 23 a 25 de fevereiro.

 

Presenças

Além do presidente da CPI, deputado Jorge Pozzobom (PSDB), e do relator, Marlon Santos (PDT), estavam presentes na reunião os titulares da comissão, deputados Gilmar Sossela (PDT), Frederico Antunes (PP), Carlos Gomes (PRB), Cassiá Carpes (PTB) e Ernani Polo (PP). Também participaram a deputada Zilá Breitenbach (PSDB) e representantes do setor orizícola do RS.

 

*Colaboração – Ari Santos Filho – RP 2434 

Fonte: AL/RS

Como citar e referenciar este artigo:
NOTÍCIAS,. CPI do Arroz reinicia com duas oitivas. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2012. Disponível em: https://investidura.com.br/noticias/ultimas-noticias/cpi-do-arroz-reinicia-com-duas-oitivas/ Acesso em: 07 set. 2026