O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi designado, nesta quarta-feira (7), interlocutor da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) junto ao governo para levantar informações sobre as providências para a libertação do brasileiro Vicente Aguiar Vieira, que teria sido sequestrado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia Farc
em território venezuelano. A indicação foi feita pelo presidente da comissão, senador Demosténes Torres (DEM-GO), durante a reunião semanal do colegiado.
O assunto foi abordado pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR), o qual informou que o brasileiro foi sequestrado há dois meses pelas Farc, que ele classificou como “organização criminosa de narcotraficantes”.Ele disse que o governo ainda não se pronunciou sobre o fato e propôs que a CCJ predisse explicações. O senador sugeriu o nome de Suplicy como intermediário, lembrando sua atuação contra a extradição de Cesare Battisti, o italiano acusado de envolvimento em ações terroristas em seu país.
– Não encontramos justificativa para que governo não se manifeste. Não conheço o senhor Vicente Aguiar, mas é um brasileiro. Cabe ao governo intervir e pedir providências para libertá-lo – afirmou Alvaro Dias.
Suplicy manifestou-se disposto a buscar o diálogo com o ministro da Justiça, Tarso Genro. Mas o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), chegando mais tarde à CCJ, informou que já estão sendo adotadas medidas em relação ao caso. Ele disse que o governo está em contato com a mulher do brasileiro, e que a Interpol e a Embaixada do Brasil na Venezuela já foram acionadas.
Depois de informar que o brasileiro é comerciante de pedras preciosas e frisando que o sequestro foi em território venezuelano, Jucá disse que há duvidas se as Farc estão de fato envolvidasno caso. Arthur Virgílio (PSDB-AM) disse que a guerrilha, embora praticamente destroçada, ainda pode causar danos e ainda mantém reféns. Para ele, o caso do brasileiro pode ser bem conduzido pelo Itamaraty, que tem conhecimento sobre formas de negociação, que devem ser conduzidas em sigilo.
Fonte: Senado
