Da Redação
Começou há pouco, na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), audiência pública sobre saneamento básico. A discussão faz parte do sexto ciclo de debates da agenda sobre “Investimento e gestão: desatando o nó logístico do país”. A audiência, que ocorre da sala 13 da Ala Alexandre Costa, aborda os temas “Água: gerenciamento e utilização” e “Saneamento básico: principais gargalos e soluções”.
Participam da reunião o diretor da Área de Gestão da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Lopes Varella Neto, e o presidente do Instituto Internacional de Ecologia de São Carlos, José Galizia Tundisi.
De acordo com o Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos elaborado pela ANA, o Brasil até apresenta uma situação confortável, em termos globais, quanto à oferta de água, com disponibilidade hídrica satisfatória em relação a outros países. Porém, apesar desse aparente conforto, a distribuição dos recursos é extremamente desigual. Cerca de 80% da disponibilidade hídrica estão concentrados na região hidrográfica amazônica, onde está o menor contingente populacional do país.
Segundo o censo demográfico do IBGE de 2010, apenas 61% da população urbana brasileira é atendida por rede coletora de esgoto. Comparado com o censo de 2000, houve aumento de cerca de 8% da cobertura de rede. Entre 2000 e 2008, o percentual de esgoto tratado em relação ao coletado aumentou 10%. Todavia, ainda há acentuadas diferenças entre as regiões, com índices de tratamento de 78,4% em São Paulo e de 1,4% no Maranhão, por exemplo.
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Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Senado
