Marco Antonio Reis
O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), Ricardo Ferraço, evitou comentar a demissão do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, mas disse nesta segunda-feira (26) que o governo brasileiro agiu mal desde o início no episódio do asilo ao senador boliviano Róger Pinto.
– Ao conceder asilo, o Brasil tinha que ter perseverado em um assunto essencial, que foi tratado de forma acessória, negligente. Não é normal ter um asilado na embaixada por mais de 400 dias – enfatizou o senador em entrevista à Agência Senado.
A iniciativa de Ferraço, que defendeu o asilo a Molina e o convidou para audiência pública nesta terça-feira (27), na CRE, recebeu apoio de senadores durante a Sessão Plenária desta segunda-feira (26). O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que o apoio de Ferraço a Róger Pinto foi um ato de defesa da democracia, da liberdade e dos direitos humanos.
Principal líder da oposição ao presidente Evo Morales, Pinto é processado na Bolívia por corrupção, mas se diz vítima de perseguição política. Ele permaneceu abrigado na embaixada brasileira em La Paz por 15 meses, até o último sábado, quando, em uma operação que contou com a participação de Ferraço, entrou em território nacional, via Corumbá (MS).
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Senado
