A 1ª Vara Criminal de Maringá acatou denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Maringá contra os sócios de uma revenda de veículos usados. A Promotoria aponta crimes de adulteração de velocímetro, estelionato e publicidade enganosa.
A Justiça proibiu os denunciados de realizarem adulterações de quilometragens dos veículos, além de determinar a proibição de venda ou aluguel de qualquer automóvel adulterado (batido/reformado), sem a comunicação prévia dessa condição ao consumidor.
As investigações tiveram início em junho do ano passado. O GAECO aponta que os denunciados adulteravam os velocímetros dos automóveis destinados à locação e venda, com o objetivo de atribuir aos automóveis a aparência de veículos seminovos, ludibriando a boa-fé dos consumidores.
De acordo com o GAECO, os consumidores eram enganados com relação aos veículos sinistrados que, depois de reformados e recuperados, eram vendidos como seminovos, prática conhecida popularmente como “tombo do velocímetro”. Veículos batidos, com riscos na lataria, e até capotados, entre outras avarias, passavam por consertos superficiais e eram em seguida colocados à venda pelos denunciados.
As penas previstas são de 3 a 6 anos (por adulteração de velocímetro), de 1 a 5 anos (estelionato) e de 2 a 5 anos (propaganda enganosa).
Fonte: Site MP/PR
