A Comissão Especial para tratar do Ensino Profissional no RS, presidida pela deputada Marisa Formolo (PT), realizou sua segunda audiência pública, no fim da tarde dessa quarta-feira (22), para conhecer as políticas públicas no Rio Grande do Sul via Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e a formação técnica e tecnológica nas redes públicas de formação profissional. A atividade ocorreu no Espaço da Convergência do Palácio Farroupilha e reuniu representantes do governo do Estado, de institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), escolas técnicas e universidades, entre outros.
Foi sugerida e acatada a criação de um grupo permanente para dar prosseguimento à discussão da educação profissional no Rio Grande do Sul.
Manifestações
A diretora do Departamento do Trabalho da Secretaria de Estado do Trabalho e do Desenvolvimento Social, Eliane de Moura Martins, levantou algumas questões relativas ao ensino profissional. A principal diz respeito a como o desenvolvimento econômico irá contribuir para o desenvolvimento social. Ela destacou as ações do governo do Estado, concretizadas no Pacto Gaúcho pela Educação Profissionalizante, Técnica e Tecnológica, que busca equacionar a demanda de qualificação profissional e a oferta de trabalho.
O representante da Secretaria de Estado da Educação, Fritz Roloff, defendeu que os jovens devem ser preparados para o mundo do trabalho e não só para o mundo do emprego. Também apresentou números do Pronatec e também das escolas estaduais que oferecem educação profissional. Atualmente, 162 escolas estaduais ofertam educação profissional, atendendo a 29.352 alunos. “O maior número de cursos é o de Contabilidade e isso nos preocupa porque, em 2015, os técnicos em contabilidade não poderão mais ter inscrição no Conselho Profissional”, alertou.
Os pró-reitores de Extensão, Viviane Silva Ramos, e de Ensino, Amilton de Moura Figueiredo, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) falaram sobre a atuação da instituição no Rio Grande do Sul. Viviane disse que em todos os campi o Pronatec está sendo desenvolvido e explicou os objetivos dos cursos técnicos e de formação inicial e continuada do Pronatec e como se articula a relação entre ofertantes e demandantes. Já Figueiredo, apresentou a evolução do número de matrículas e vagas ofertadas na instituição, as modalidades de ensino ofertadas, a distribuição dos campi e dos cursos técnicos distribuídos por eixo tecnológico, entre outros dados.
O pró-reitor de Extensão do Instituto Federal Farroupilha, Alberto Paim Galli, também apresentou a instituição e os cursos ofertados via Pronatec, que já formaram 10 turmas. Segundo ele, entre as preocupações levantadas, a partir dessa experiência, estão a quantidade de alunos que concluíram os cursos e que foram inseridos no mercado de trabalho e como a educação profissional poderia promover o desenvolvimento econômico, regional e social.
Ainda o coordenador-geral do Pronatec do Instituto Federal Sul-Rio-grandense, Miguel Felberg, apresentou os números de cursos e matrículas efetivadas via Pronatec e a estrutura da instituição no RS.
O representante do IFRS do campus de Canoas, Romir Rodrigues falou sobre as discussões que vêm sendo realizadas em um grupo de pesquisa da UFRGS, da qual ele faz parte, sobre as políticas públicas no Brasil na perspectiva da relação entre público e privado. Falou sobre o Pronatec enquanto politica publica de Estado.
Próxima audiência
A próxima audiência da Comissão Especial para tratar do Ensino Profissional no RS ocorre na próxima segunda-feira (27), às 18h30, na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. Será debatida a forma de atuação das instituições de ensino profissional – públicas e privadas – na definição de prioridades e cursos de capacitação técnica, aprendizagem e qualificação.
Fonte: AL/RS
