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Tecnologia no carvão gaúcho pode extrair combustível


“O carvão gaúcho representa um novo pré-sal para o país”. Foi com otimismo que o presidente da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), Luiz Antonio Antoniazzi, traçou novas perspectivas para as reservas carboníferas na geração de energia, bem como para uso nos segmentos carboquímico e siderúrgico. Durante audiência pública da Comissão Especial do Carvão Mineral e Energia Eólica da Assembleia, que é presidida pelo deputado Márcio Biolchi (PMDB), o presidente da Cientec elencou uma série de aproveitamento de subprodutors do mineral..

 

Além da utilização energética, tanto o carvão – que pode ser subaproveitado com a mistura de biomassa – como o gás proveniente do mineral, já podem com a atual tecnologia em desenvolvimento no país extrair outros recursos para destinação siderúrgica ou carboquímica de primeira a quarta geração. Em alguns casos, é possível a produção desde fertilizantes, hidrogênio, plásticos e lubrificantes de alto desempenho até gasolina ou mesmo metanol. O excedente de cinzas também serve para fabricação de cimento. “Necessitamos de pesquisa para aproveitar os subprodutos do carvão, além é claro, da transformação em energia”, garante.

 

Mesmo diante das estimativas promissoras, sobretudo, alavancadas pelas potencialidades das pesquisas produzidas no Cientec, Antoniazzi considerou os indicativos de melhor eficiência energética e impacto ambiental como responsáveis pelo avanço tecnológico. O pesquisador antecipa que até 2017 o carvão mineral alcançará as 4,4 bilhões de toneladas a serem extraídas de petróleo em todo mundo. Mas o país ainda esbarra em preconceitos oriundos do século passado, o que inibe investimentos. Somente para destinação siderúrgica, o Brasil importa 75% do carvão dos Estados Unidos, Rússia e Colômbia. E na geração de energia termelétrica não é diferente. “Infelizmente, o Brasil está ainda na contramão da história, já que países como Estados Unidos, Alemanha, China e Israel utilizam o carvão para geração de energia elétrica acima de 45% de sua totalidade de geração energética, enquanto que o Brasil apenas 1,6%”, compara.

 

Outro ponto colocado por Antoniazzi é que o carvão gaúcho ainda contém alto teor de cinzas, enxofre e umidade, porém, não é um impeditivo comercial diante da tecnologia que está se desenvolvendo. Mas alerta: “Não podemos comprar tecnologia para um carvão que não atende as características apresentadas no Estado, como ocorreu na década de 80”, observa. Ainda sobre térmicas, o pesquisador do Cientec conclui que o RS é terreno fértil para a produção de energia a partir do carvão, sobretudo, para agregar à segurança energética, sem dependência climática. “É perfeitamente possível implantar novas termelétricas com índice energético superior e com muito menos impacto ambiental”.

 

As audiências públicas, que estão em andamento desde abril, buscam aprofundar os conteúdos relativos aos temas inerentes a produção de energia eólica e de carvão mineral. O direcionamento dos temas em questão buscam elucidar as potencialidades de geração de energia no estado, em suas mais diferentes perspectivas para geração de Energia. Ao final dos eventos, será redigido um relatório final sobre as conclusões dos encontros para divulgação junto ao público.

 

* Com informações de Rodrigo Vizzotto

Fonte: AL/RS

Como citar e referenciar este artigo:
NOTÍCIAS,. Tecnologia no carvão gaúcho pode extrair combustível. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2013. Disponível em: https://investidura.com.br/noticias/alrs/tecnologia-no-carvao-gaucho-pode-extrair-combustivel/ Acesso em: 30 mai. 2026