A compensação do ICMS, o alongamento nos prazos de financiamentos, a fixação de juros mais baixos e a possibilidade de desoneração da folha de pagamentos poderão minimizar os prejuízos dos abatedores e também dos criadores integrados de aves. “Vamos formalizar uma comissão de deputados para que a gente leve adiante a discussão destes temas, para buscarmos soluções para esta preocupante crise na avicultura. Existem dois pontos cruciais que estamos discutindo, que é a situação das empresas, dos frigoríficos, de um lado, e também a dos agricultores. Saímos hoje com uma lista de sugestões, em conjunto com deputados e com entidades”, disse a deputada Luciana Rafagnin (PT), presidente do Bloco da Agricultura Familiar.
O deputado Pedro Lupion (DEM) defendeu melhor sintonia entre as entidades representativas e os deputados federais paranaenses, assim como com o Legislativo estadual, para intervenções mais rápidas para amenizar a crise. Os deputados Jonas Guimarães (PMDB), Nelson Luersen (PDT), André Bueno (PDT) e Francisco Bührer (PSDB), que também participaram da reunião, além do deputado federal Leopoldo Meyer (PSB), também manifestaram preocupação com o momento vivido pela avicultura, e acreditam que a facilitação de créditos e o alongamento dos prazos de financiamento são importantes alternativas.
Segundo o chefe do departamento de economia rural da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Francisco Carlos Siminioni, o Estado já vem estudando medidas para auxiliar o segmento, dando margem para recuperação das empresas e dos agricultores. Para o Poder Executivo estadual, a mobilidade financeira, em momentos de crise, assim como a redução de custos, poderão auxiliar os criadores de aves. “É importante renegociar as dívidas e buscar alternativas de atividades de complementação de renda, no caso do alojamento destes animais. O Estado está preocupado com os produtores. Estamos trabalhando para prorrogar ou renegociar as dívidas”, completou.
Embora o período mais crítico da crise avícola tenha passado, conforme classificou o superintendente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, a viabilização de capital de giro é a única maneira de reduzir os efeitos negativos do momento vivido pelo segmento. “Entendemos que a crise mais aguda já passou. Hoje temos uma discussão geral sobre a avicultura. É um setor que tem margem pequena e precisa de capital de giro para se estabelecer e manter. Precisamos de planejamento, porque este setor é muito importante para o Paraná”, analisou.
Fonte: AL/PR
