Da Redação
Em pronunciamento nesta quinta-feira (28), o senador Sérgio Souza (PMDB-PR) disse temer uma instabilidade econômica no Paraguai e nos países que fazem parte do Mercosul. O senador disse que a possível suspensão do Paraguai do Mercosul, devido ao impeachment do presidente Fernando Lugo, implica em retirá-lo do livre comércio e taxar os produtos que transitam entre os países.
O senador ressaltou que a medida pode afetar drasticamente o Brasil porque há uma relação comercial muito forte entre os dois países, especialmente no estado do Paraná, que é aquele que tem a maior fronteira com o Paraguai.
– O oeste paranaense é justamente a região de fronteira do Brasil mais populosa, onde temos cidades conhecidas do Brasil e do mundo como Foz do Iguaçu, eventos, empresas e instituições – alertou.
Apesar de suas preocupações com a economia, Sérgio Souza disse que o processo de impeachment de Lugo ocorreu de forma legal e pacífica. Ele explicou que a legislação paraguaia não dá àquele que está sendo processado o direito de ampla defesa e ressaltou que, talvez, os países da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) possam exigir uma reforma na legislação do Paraguai.
O parlamentar disse que a comissão externa temporária do Senado que trata da crise do Paraguai, deve visitar o Congresso do país vizinho para ouvir o que os políticos de lá tem a dizer e externar a profunda preocupação com a instabilidade política e econômica daquele país. A comissão externa é composta por cinco senadores: Alvaro Dias (PSDB-PR), Ana Amélia (PP-RS), Paulo Paim (PT-RS), Delcídio Amaral (PT-MS) e Sérgio Souza (PMDB-PR).
Plano-Safra
O senador Sérgio Souza expressou o seu contentamento pelo lançamento oficial do Plano-Safra 2012/2013, que ocorreu nesta quinta-feira. O senador disse que a presidente está sensível a questão da agricultura brasileira não só por ter aumentado o volume de recursos disponibilizados, mas também por reduzir os juros brasileiros. O senador parabenizou Dilma Rousseff e o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, pelo aumento dos valores destinados ao Seguro-Safra, ao seguro agrícola e ao Proagro. Ele explicou que os seguros trazem segurança econômica e jurídica aos produtores.
– Se não fosse o Proagro, na safra de 2011/2012, o sul do país – Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul – estaria vivendo um momento de calamidade pública, porque nós sabemos o prejuízo causado pela seca nesses estados nesses últimos dois anos – disse.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Senado
