Conforme o secretário Beto, a execução da obra está atrelada ao modelo de pedágio que o Estado pretende adotar a partir de dezembro de 2013, quando encerram os contratos das atuais concessionárias. Por enquanto, o governo gaúcho analisa duas possibilidades. Caso resolva perpetuar os pedágios comunitários, o Estado assumirá para si o compromisso de bancar a ampliação. Se houver uma concessão privada o governo vai exigir na licitação que a empresa que assumir o polo de Santa Cruz se comprometa com a duplicação imediata da rodovia. “Só vai ganhar a licitação quem fizer em menor tempo a duplicação da 287. Hoje em dia não se faz mais contratos burros como se fez no passado”, destacou Albuquerque.
Trevo Fritz e Frida
Após o ato de assinatura do projeto de duplicação, o secretário participou de audiência no Ministério Público, com lideranças da comunidade, sobre soluções para os constantes congestionamentos no chamado trevo Fritz e Frida, de acesso a Santa Cruz do Sul. O governo do Estado propõe a construção de um viaduto no local, em oito meses, custeado com recursos da tarifa de pedágio que sofreria um aumento de 17%, passando de R$ 6,70 para R$ 8,05 a partir de agosto. A obra seria executada pela Santa Cruz Rodovias, empresa responsável pelo trecho Tabaí-Vila Paraíso da RSC–287. Para bancar a execução, os valores das tarifas passariam dos atuais R$ 6,70 para R$ 8,05 a partir de agosto. O cálculo prevê o ressarcimento da construção da estrutura, orçada em R$ 18 milhões até dezembro de 2013, quando se encerram os contratos com as concessionárias de rodovias no Estado.
Segundo Beto, o valor ainda não está fechado. A quantia está sujeita a alterações da Agergs e da própria Santa Cruz Rodovias, que ainda deve analisar os números. O governo gaúcho acredita que essa é a solução mais rápida para solucionar os engarrafamentos que têm se agravado nos últimos dois anos. “O custo de fazer a obra ou de ter algum acréscimo na tarifa se paga ao evitar uma morte, um acidente, ao acabar com essa tranqueira”, argumentou o secretário.
A segunda proposta apresentada pelo Executivo prevê uma mudança paliativa até que a Ecoplan Engenharia Ltda. – empresa responsável pelo projeto de duplicação que abrange o entroncamento – elabore um estudo de engenharia do viaduto. Até lá, o governo tentaria amenizar o congestionamento com uma correção no fluxo de veículos, através de modificações no trecho. Neste caso será necessário pelo menos dois anos e meio para implementar o viaduto com recursos do Estado, período que se levaria entre a elaboração do projeto, licitação e execução. Quem deve decidir a melhor opção é a comunidade e os usuários”, observou o deputado Heitor Schuch, que também participou da audiência no MP. O assunto será debatido em uma nova audiência que deve ser realizada nos próximos dias.
Fonte: AL/RS
