A Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, presidida pelo deputado Ernani Polo (PP), recebeu, na tarde dessa segunda-feira (21), o relator do Código Florestal na Câmara dos Deputados, deputado federal Paulo Piau (PMDB-MG). A reunião de trabalho foi realizada no Espaço da Convergência Deputado Adão Pretto.
No inicio da reunião, o deputado Polo lembrou que o encontro foi para esclarecer pontos referentes ao texto do novo Código Florestal Brasileiro, que deverá ser sancionado ou vetado, parcial ou em sua totalidade, pela presidente Dilma Rousseff, até a próxima sexta-feira (25).
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alexandre Postal (PMDB), lembrou que a presidente Dilma terá de tomar uma decisão sobre o texto. Postal também relatou que seus bisavós, quando chegaram ao Brasil, na região da Serra gaúcha, cultivavam parrerais, assim como os demais imigrantes da região, e que hoje esta é a a principal atividade econômica daqueles municípios. “Se hoje nós terminássemos com os parrerais, que são plantados em morros, quantas famílias teríamos de arranjar uma nova atividade, famílias que produzem a riqueza na nossa terra”, questionou. Por fim, o presidente do Legislativo gaúcho parabenizou a iniciativa do encontro e disponibilidade do relator do projeto, assim como das entidades presentes, em debater o tema, afirmando que a Assembleia abriu portas para serem discutidos todos os lados.
O deputado federal Luis Carlos Heinze (PP/RS) foi o primeiro dos convidados a se pronunciar na reunião. O parlamentar rebateu críticas em torno do texto do Código Florestal. Heinze lembrou que outras tentativas de aprovação de um código florestal brasileiro já ocorreram em 2001, mas, na época, o então presidente da república Fernando Henrique Cardoso recebeu pressão internacional para não votar o projeto. Questionado por entidades ambientais, o deputado afirmou que não aceita que estrangeiros, e isso inclui o Greenpeace, imponham suas posições no Brasil, pois considera que as mesmas, em sua maioria originarias de países europeus, não souberam preservar o meio ambiente em seus países.
Ponto de vista do relator
O relator do projeto na Câmara Federal, deputado Paulo Piau, apresentou os pontos mais importantes do texto do novo Código Florestal. O parlamentar ressaltou que nenhum outro país do mundo tem margens de rio de 30 a 50 metros como o Brasil. “O novo Código Florestal é bom para a agricultura, meio ambiente e para o Brasil”, afirmou.
O relator do projeto na Câmara Federal, deputado Paulo Piau, apresentou os pontos mais importantes do texto do novo Código Florestal. O parlamentar ressaltou que nenhum outro país do mundo tem margens de rio de 30 a 50 metros como o Brasil. “O novo Código Florestal é bom para a agricultura, meio ambiente e para o Brasil”, afirmou.
Piau explicou trechos do projeto que indicam que o Brasil terá de preservar 80% do território da Amazônia, assim como a preservação de biomas, nascentes de rios, entre outros. O peemidebista ressaltou que o Código não se aplica apenas a área rural, mas também ao perímetro urbano. “Não vejo muitas pessoas lutando por não jogar lixo nas ruas, pelo tratamento de esgoto”, comparou.
O deputado salientou que o cadastro ambiental rural, que se refere à agricultura, será o coração do novo Código. Piau também destacou que existe um capítulo referente a agricultura familiar. Por fim, o parlamentar lembrou que, desde 1965, data do primeiro Código Florestal do Brasil, que previa reserva de área, até os dias de hoje, já houve 16 mil alterações e muitas delas não passaram pela discussão da sociedade brasileira, nem pelos parlamentares.
Debate
Após a apresentação realizada pelo deputado Paulo Piau, foi aberto um período para as entidades se manifestarem sobre o Código Florestal. Um dos principais pontos abordados pelas entidades de defesa do meio ambiente diz respeito ao consumo da água para a agricultura. Também foi colocada a questão das cidades terem de se prepar para cumprir o que diz o novo código. Outro ponto levantado foi a reforma agrária no Brasil. Questões como irregularidades climáticas também foram apontados nos questionamentos.
Após a apresentação realizada pelo deputado Paulo Piau, foi aberto um período para as entidades se manifestarem sobre o Código Florestal. Um dos principais pontos abordados pelas entidades de defesa do meio ambiente diz respeito ao consumo da água para a agricultura. Também foi colocada a questão das cidades terem de se prepar para cumprir o que diz o novo código. Outro ponto levantado foi a reforma agrária no Brasil. Questões como irregularidades climáticas também foram apontados nos questionamentos.
Presenças
Participaram do debate os deputados federais Alceu Moreira (PMDB/RS), Jerônimo Goergen (PP/RS) e Tarcisio Perondi (PMDB/RS); os deputados estaduais Cassiá Carpes (PTB), Aloísio Classmann (PTB), Marcelo Moraes (PTB) e Frederico Antunes (PP); o vereador de Porto Alegre Beto Moesch (PP); e entidades representantivas como a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), Federaçao dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Comitê Nacional em Defesa do Código Florestal, Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, Greenpeace, Assembleia Permanente das Entidades em Defesa do Meio Ambiente (Apedema RS), entre outras.
Participaram do debate os deputados federais Alceu Moreira (PMDB/RS), Jerônimo Goergen (PP/RS) e Tarcisio Perondi (PMDB/RS); os deputados estaduais Cassiá Carpes (PTB), Aloísio Classmann (PTB), Marcelo Moraes (PTB) e Frederico Antunes (PP); o vereador de Porto Alegre Beto Moesch (PP); e entidades representantivas como a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), Federaçao dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Comitê Nacional em Defesa do Código Florestal, Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, Greenpeace, Assembleia Permanente das Entidades em Defesa do Meio Ambiente (Apedema RS), entre outras.
Fonte: AL/RS
