Uma operação de emergência nas fronteiras estaduais com o objetivo de controlar a entrada de alho proveniente da China e que ingressa no País através da Argentina, Uruguai e Paraguai é a determinação em caráter emergencial do secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luís Fernando Mainardi, depois de receber em audiência o Deputado Estadual Alceu Barbosa Velho (PDT), o Prefeito de São Marcos, Evandro Ballardin (PMDB); o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Flores da Cunha e presidente da Associação Estadual dos Produtores de Alho, Olir Schiavenin; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Marcos, Evandro Kuwer; o chefe do escritório da Emater de São Marcos, Eri Zanella e o representante dos produtores de alho de São Marcos, Vanderlei Miotto.
“O alho vem da China ( passa pela Argentina, Uruguai e Paraguai) e ingressa embaixo da carga de cebola”, disseram as lideranças ao secretário. “É concorrência desleal”, segundo eles. Neste ano a venda de alho iniciou no final de fevereiro porque o mercado estava abastecido por alho da região Centro- Oeste e da China. Hoje o estoque existente na região – São Marcos e Flores da Cunha são os maiores produtores – é de aproximadamente 40% do volume total de produção, sendo que, deste total, 25% não foi tratado com anti-brotante e são poucos os dias de comercialização até que ele brote.
Em documento entregue ao secretário, eles solicitaram a suspensão da importação do alho chinês por 30 dias e o aumento urgente da fiscalização nas fronteiras. Segundo Alceu Barbosa, a medida é fundamental para os pequenos produtores, todos de agricultura familiar. Eles lembram que o alho e a maçã são produtos agrícolas que pagam ICMS e que, com a entrada do alho ilegalmente pela fronteira, o Estado deixa de arrecadar. O anúncio imediato de providências pelo Secretário, que vai recorrer à ajuda do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul, era a providência esperada e a operação deverá ser iniciada na 2º feira(14).
Fonte: AL/RS
