O Deputado Alceu Barbosa Velho (PDT), 2º vice-presidente do Legislativo Estadual, foi ao Plenário posicionar-se sobre o projeto de criação da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), para administrar os pedágios. Afirmou: “está longe de ser o que eu defendo. Não é o que tenho sugerido, que é uma nova empresa, enxuta e que administre o pedágio público e comunitário, sob orientação dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (COREDES). Não é o que defendo porque terá por objeto a exploração da infraestrutura rodoviária pública ou privada. Por que a palavra privada? Esta tem que ser descartada”.
Alceu ainda chamou a atenção para notícias que chegam ao seu conhecimento de que a EGR poderia “se transformar de pública em privatizada, o que não interessa por ser exatamente o que condeno ao longo destes 14 anos de pedágio. E, se não bastasse, nos moldes que se cogita, a empresa poderia seguir fazendo a manutenção de rodovias federais, possibilidade que, de imediato, condenamos.”
Não cabe mais continuar sustentando a manutenção das rodovias federais: “de 12 mil quilômetros temos 1800 pedagiados, 983 federais e 817 estaduais. Será que vale a pena criar uma empresa só para administrar 817 quilômetros de estaduais (?). Nós vamos suspender as federais. O governo federal, que tem dinheiro, que arque com as as BRS!”. Alceu ainda indagou: “será que vale a pena criar uma empresa? O DAER- repaginado- e que tem um setor que cuida de pedágios criado pelo ex-governador Alceu Collares, poderia administrar do modo que o faz nos atuais pedágios comunitários”.
Por fim, Alceu Barbosa disse que não abandoná “em um mês a ideia de pedágios comunitários,” que defendeu durante 14 anos: ” que Deus me livre de levar a marca de que ajudou a extinguir o pedágio comunitário”, concluiu.
Fonte: AL/RS
