Nessa manhã (23), o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, esteve na Assembleia Legislativa para palestrar em evento da Frente Parlamentar em Defesa da Segurança Pública. Ele apresentou as ações e projetos desenvolvidos para combater a criminalidade e recolocar áreas conflagradas sob controle do Estado. Para Beltrame, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) representam a esperança que renasce nas comunidades cariocas.
O presidente do Parlamento gaúcho, deputado Alexandre Postal (PMDB), disse estar orgulhoso com a presença, no Palácio Farroupilha, do secretário Beltrame, gaúcho que desempenha um importante trabalho à frente da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro. Ele sublinhou que o tema em debate é preocupação de qualquer família brasileira, já que o número de mortes registradas a cada final de semana no RS, em decorrência de assaltos, homicídios e acidentes de trânsito, representa um cenário “pior que na guerra”, comparando-se com as mortes nos confrontos entre Israel e Palestina.
Postal destacou a importância da troca e acúmulo de experiências entre aquilo que é feito no Rio de Janeiro e o que se faz aqui no Rio Grande do Sul para combater a criminalidade. “Não há outra maneira que não seja investir em homens, em equipamentos e em inteligência”, argumentou o presidente do Parlamento, ao citar o trabalho realizado por Rudolph Giuliani na cidade de Nova York no combate à criminalidade.
O coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Segurança Pública, deputado Gilberto Capoani (PMDB), ressaltou que o órgão técnico, que teve a adesão de todos os parlamentares da Casa, demonstra a preocupação com o tema. “A Frente Parlamentar tem por objetivo fazer um disgnóstico da situação da segurança pública do Rio Grande do Sul e ver de que forma nós podemos ajudar para melhorar a segurança pública no nosso Estado”, explicou. Capoani ainda defendeu a discussão sobre a necessidade de um novo pacto federativo para a distribuição dos recursos da segurança pública no país.
Mudança de paradigma
Beltrame iniciou sua palestra destacando que o Rio de Janeiro foi capital do Império e da República, mas que, ao longo de décadas, acabou criando cidades separadas entre os que habitavam os morros e aqueles que moravam no asfalto. Para ele, o que caracteriza esta separação é a ausência do Estado nas comunidades que foram se formando nos morros cariocas e que viriam a ser controladas por organizações e facções criminosas que se alimentavam justamente da falta de políticas públicas.
Beltrame iniciou sua palestra destacando que o Rio de Janeiro foi capital do Império e da República, mas que, ao longo de décadas, acabou criando cidades separadas entre os que habitavam os morros e aqueles que moravam no asfalto. Para ele, o que caracteriza esta separação é a ausência do Estado nas comunidades que foram se formando nos morros cariocas e que viriam a ser controladas por organizações e facções criminosas que se alimentavam justamente da falta de políticas públicas.
O conflito entre as facções ocorre justamente pelo controle dos pontos de venda de drogas e acaba se transformando em guerra com a utilização de armas automáticas e de grosso calibre, afirmou Beltrame, ao referir que essas imagens acabaram divulgando e estigmatizando o Rio de Janeiro como cidade violenta.
O secretário frisou que tudo o que está sendo feito no Rio de Janeiro em termos de segurança pública foi iniciado sem um plano pré-estabelecido, justamente porque era necessário fazer alguma coisa imediatamente para estancar o problema. “O que a gente fez foi uma leitura e um diagnóstico do que acontecia no Rio de Janeiro para podermos traçar estratégias para agir”, argumentou.
Integrar o morro e a cidade
O secretário salientou que, a partir do reconhecimento da existência da divisão da cidade entre morro e asfalto, era preciso criar programas capazes de integrar a cidade. Foi nesse momento que surgiram o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) para os morros e um programa de metas para atender as comunidades do asfalto.
O secretário salientou que, a partir do reconhecimento da existência da divisão da cidade entre morro e asfalto, era preciso criar programas capazes de integrar a cidade. Foi nesse momento que surgiram o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) para os morros e um programa de metas para atender as comunidades do asfalto.
Beltrame enfatizou que, antes da instalação das UPPs, era necessário retomar, por meio das forças de segurança do Estado, as comunidades que se encontravam sob o domínio de facções criminosas e que, por isso, ele pediu a colaboração das Forças Armadas e da Força de Segurança Nacional. O secretário explicou que a aparente lentidão do processo de retomada das áreas conflagradas pelo Estado se dá porque a instalação das UPPs exige que políciais “sem vícios”, novos e treinados para conviver com as comunidades sejam formados pela Academia de Polícia do Rio de Janeiro.
Outro capítulo desse processo, citado por Beltrame, é relativo aos investimentos sociais (escolas, creches, unidades de saúde, transporte público, equipamentos de lazer, entre outros) que devem ser feitos pelo Estado para que a população recupere a cidadania perdida. Ele também defendeu a melhoria da remuneração dos policiais para que prestem um serviço de qualidade para a sociedade e disse que, no Rio de Janeiro, sempre que uma meta for alcançada, os policiais daquele batalhão recebem uma bonificação como incentivo ao bom trabalho desenvolvido.
Conforme Beltrame, o trabalho desenvolvido trouxe como consequência a diminuição de diversos índices de criminalidade. Ele garantiu que pretende instalar 40 UPPs, que definiu como uma porta de esperança para as pessoas alcançarem um novo patamar de vida e cidadania.
O secretário
Gaúcho de Santa Maria, José Mariano Beltrame tem se destacado em sua atuação à frente da Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, principalmente no combate ao crime organizado. Foi um dos idealizadores do projeto Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Em novembro de 2010, foi um dos principais articuladores da operação de tomadas das favelas da Vila Cruzeiro e, na sequência, da invasão do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro.
Gaúcho de Santa Maria, José Mariano Beltrame tem se destacado em sua atuação à frente da Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, principalmente no combate ao crime organizado. Foi um dos idealizadores do projeto Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Em novembro de 2010, foi um dos principais articuladores da operação de tomadas das favelas da Vila Cruzeiro e, na sequência, da invasão do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro.
É formado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria, em Administração de Empresas e Administração Pública pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Especializou-se em Inteligência Estratégica na Universidade Salgado de Oliveira e na Escola Superior de Guerra. Fez curso de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública e de Análise de Dados de Inteligência Policial, Sistema Guardião. Ingressou no Departamento de Polícia Federal no ano de 1981 como agente, principalmente, na área de repressão a entorpecentes. Exerceu funções no setor de inteligência, combatendo o crime organizado em vários Estados brasileiros.
Presenças
O encontro dessa manhã, realizado no Espaço da Convergência Deputado Adão Pretto, contou com a presença dos secretários estaduais de Segurança Pública, Airton Michels, e de Justiça e Direitos Humanos, Fabiano Pereira; do chefe de Polícia, delegado Ranolfo Vieira Júnior; dos deputados Gilmar Sossella (PDT), Zilá Breitenbach (PSDB), Cassiá Carpes (PTB), Adão Villaverde (PT), Adolfo Brito (PP), Márcio Biolchi (PMDB), Ernani Polo (PP), Jeferson Fernandes (PT), João Fischer (PP) e Lucas Redecker (PSDB); além de representantes do Ministério Público RS, Brigada Militar e vereadores, entre outros.
O encontro dessa manhã, realizado no Espaço da Convergência Deputado Adão Pretto, contou com a presença dos secretários estaduais de Segurança Pública, Airton Michels, e de Justiça e Direitos Humanos, Fabiano Pereira; do chefe de Polícia, delegado Ranolfo Vieira Júnior; dos deputados Gilmar Sossella (PDT), Zilá Breitenbach (PSDB), Cassiá Carpes (PTB), Adão Villaverde (PT), Adolfo Brito (PP), Márcio Biolchi (PMDB), Ernani Polo (PP), Jeferson Fernandes (PT), João Fischer (PP) e Lucas Redecker (PSDB); além de representantes do Ministério Público RS, Brigada Militar e vereadores, entre outros.
*Colaboração de Luiz Osellame – MTB 9500
Fonte: AL/RS
