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Deputados querem data fixa para compra oficial de arroz










Em reunião na tarde dessa segunda-feira (23), integrantes da CPI do Arroz da Assembleia Legislativa ouviram representante da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, conforme requerido pelo deputado Nelsinho Metalúrgico (PT). Sávio Rafael Pereira, assessor do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, falou sobre as políticas do governo federal para o arroz. A reunião foi conduzida pelo vice-presidente do grupo técnico, deputado José Sperotto (PTB), e teve a participação ainda dos deputados Marlon Santos (PDT), relator, Ernani Polo (PP) e Gilmar Sossella (PDT). Os parlamentares defenderam o estabelecimento de uma data fixa, logo no início da colheita, para a compra de arroz pelo governo.


Segundo Sávio Rafael Pereira, o Ministério possui uma política de sustentação de preços que tem sido bastante efetiva. “Em 2011, o governo federal despendeu quase R$ 1 bilhão em apoio aos preços do arroz”, disse o técnico. “E este ano, de forma muito tempestiva, o ministro Mendes Ribeiro anunciou toda uma política de apoio ao arroz que teve já efeitos positivos”, continuou. Segundo ele, o anúncio da compra no momento preciso fez diferença. “Os preços do arroz, que caíam para abaixo do preço mínimo (R$ 25,80), logo após o anúncio começaram a subir e hoje já estão em torno de R$ 27 ou 28”, disse.


Conforme o técnico, o governo dispõe de vários instrumentos de apoio ao produtor, como a compra do produto e uma política de financiamento para custeio das lavouras. “Existe um pacote de medidas que vem tendo efetivo apoio ao arroz”, afirmou. “Até me arriscaria a dizer que, no âmbito federal, ao longo da história, o arroz é um dos produtos que tem tido mais apoio efetivo do governo – e por uma razão muito clara: o arroz com feijão é o prato típico do brasileiro, tem um impacto muito grande nos custos das famílias”, observou.


O deputado Marlon Santos saudou a compra oficial do produto no momento oportuno. “O produtor ficava na mão da indústria, mas agora, no momento em que o governo anuncia a compra oficial e de fato a efetua, o produtor pode escolher entre vender para o governo ou para a indústria”, afirmou. Antes, explicou o parlamentar, o produtor não tinha esta opção e acabava obrigado a vender para a indústria, que depois revendia para o governo.


Marlon quis saber do técnico que providências vêm sendo tomadas em relação à possibilidade de entrada de arroz asiático no país. O representante do governo afirmou que não se vê ainda uma possível invasão. Disse também que a triangulação seria ilegal e o governo não permitirá que ocorra. “O governo está atento”, garantiu.


Mercado internacional
Sobre o mercado internacional, o técnico do governo federal disse que todos os mercados de commodities de grãos têm sido positivos nos últimos anos, especialmente os de soja e milho. “Mas mesmo o arroz sofreu esse impacto positivo”, afirmou. “O preço histórico do arroz sempre foi em torno de 350 dólares por tonelada e, no auge da especulação, em 2008, chegou a valer 900 dólares. Hoje está em torno de 550 dólares. Caiu um pouco, o que é melhor do que a média histórica, e o Brasil passou a exportar arroz”. 

Oitivas
Além da oitiva com representante da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, estava prevista também, nessa tarde, a presença de representante da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, do mesmo ministério, porém a comissão foi informada por ofício de que o técnico não pôde comparecer.

Fonte: AL/RS

Como citar e referenciar este artigo:
NOTÍCIAS,. Deputados querem data fixa para compra oficial de arroz. Florianópolis: Portal Jurídico Investidura, 2012. Disponível em: https://investidura.com.br/noticias/alrs/deputados-querem-data-fixa-para-compra-oficial-de-arroz/ Acesso em: 13 out. 2026