A deputada Marisa Formolo (PT) presidiu a audiência pública realizada pela Comissão de saúde e Meio Ambiente (CSMA), na manhã desta quarta-feira (16). O encontro, que foi proposto pelo Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Sul (SERGS), abriu com um vídeo contendo depoimentos de apoiadores da causa: atores conhecidos e personalidades nacionais.
Os profissionais de enfermagem lutam há 12 anos pela redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais. O projeto, que já foi vetado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, voltou a tramitar no Congresso Nacional como o PL 2295/2000, graças a luta da categoria. Com faixas e camisetas manifestando os dizeres “30 horas semanais já”, enfermeiros e técnicos em efermagem lotaram o Plenarinho da Assembleia.
“O custo da saúde representa a segurança do paciente e do profissional”, destacou Therezinha Valduga, presidente da Associação Brasileira de Enfermagem – Secção RS. “Trabalhamos com uma gestão de risco. Para passarmos segurança, temos que trabalhar com segurança”, alertou a presidente da entidade.
“A sobrecarga de trabalho de um enfermeiro é prejudicial a saúde do profissional e do doente”, alertou Claudir Lopes, representante do Conselho Regional de Enfermagem (COREN), órgão que fiscaliza o exercício da profissão. Lopes revelou ainda que em uma fiscalização realizada semana passada, o COREN encontrou um único profissional tomando conta de 126 pacientes.
“Há o compromisso de sermos parceiros nesta luta”, garantiu a deputada Marisa Formolo, que preside a CSMA. “O serviço de enfermagem é um suporte fundamental das equipes de saúde, que tem no médico um papel histórico, mas é preciso ter uma visão transdisciplinar”, ponderou a parlamentar. “São vocês que nos cuidam quando estamos doentes”, resumiu Marisa à categoria.
Participaram da audiência pública, além de parlamentares, representantes da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde (CNTS), Confederação Nacional dos Trabalhadorres em Seguridade Social (CNTSS), Central Única dos Trabalhadores (CUT), de hospitais e universidades da capital e do interior do Estado. Ao final do encontro, ficou decidido que um comitê formado por parlamentares e representantes da categoria irá a Brasília apoiar a aprovação de projeto que regulamenta essa carga horária.
Fonte: AL/RS
