A Era do Economista - Daniel Fusfeld

 

Os primórdios da ciência econômica e da economia de mercado

 

Sistema relativamente recente

Sistemas inter-relacionados de mercado (ajustam preços, produtos, renda)

Sistema impessoal compra e venda visando lucro comum

 

 

Desfalecimento do sistema tradicional (feudal)

 

Predeterminação individual

Mesma função de trabalho

Sistema social de direitos e obrigações

lei divina

comunidade autossuficiente

excedentes pagos ao senhor feudal (consumidores de artigos de luxo).

A obrigação do pagamento das terras leva a economia mercantil

desenvolvimento de comercio traz a economia dual (servos/burgues).

 

 

Surgimento de estados nacionais

 

Navegações e colonização geram grande fluxo de renda pela Europa

Velha ordem (clero/nobreza) destituída

Sistema de impostos e fluxo de renda

Individualismo e prosperidade pelo capitalismo

Cidades: centros comerciais

Mais impostos para maior riqueza

Futuro econômico reside nas riquezas e nos lucros advindos do comércio

Novos hábitos e relações sociais

Voltados para o mercado

Decisões individuais – novas relações

 

 

Religião e economia

 

1ª Momento

Teologia na ética social (reconstrução dos fundamentos éticos da economia)

Princípios da moral cristã nas tarefas humanas

Tentativa de conciliação das leis divinas com as de mercado

Tentativa do preço justo e assalariamento justo, através de: eliminação de monopólios, controle estatal, livre concorrência, lucro mínimo.

Indivíduo moralmente responsável pelos outros

São Tomaz de Aquino (1225-1274), escolástico  (bem estar pelas trocas de mercadoria, vantagens bilaterais, consumidor –vendedor)

Pecaminosidade do enriquecimento – o homem deve objetivar a salvação e não o enriquecimento.

 

2º Momento

Ética da materialidade

Vocação como vontade divina

Salvação pelo exercício da vocação, trabalho duro e poupança

Pessoas julgadas pelos bens e não pela moral

 Preconceito social sucesso econômico passa a ser entendido como vontade de divina e salvação. Seriam os pobres desprezados por Deus?

 

 

Análise Histórica da concepção de riqueza

 

Debate sobre a última fonte da riqueza (comercio, agricultura ou trabalho?).

 

Mercantilistas – séc. XVI, XVII

Ocupação dos Estados nacionais

Problemas internos (unidades, moedas, pesos, impostos e pedágios)

Fortalecimento do poder Estatal com apoio mercantil em detrimento da nobreza.

Expansão de mercados externos:

 

Vantagens econômicas aos:

 

* Mercantilistas (lucros com negócios na Ásia e América e estimulo as manufaturas nacionais)

*Estados (cobrança de alfandegas, concessão de monopólios, e desenvolvimento militar)

*Pequenos proprietários: Livres da exploração da nobreza e possibilitados de vender seu excedente.

 

Surgimento de uma economia mundial

 

Políticas econômicas nacionalistas.

 

Unificação nacional, centralização do poder, desenvolvimento militar, subsídios, privilégios, monopólios, facilitação de crédito, bulionismo, superávit, balança comercial favorável, leis de importação.

 

Comércio como principal fonte de riqueza (embora reconhecessem o valor-trabalho)

 

 

Fisiocratas

 

Oposição aos mercantilistas

Agricultura como fonte de riqueza processo gerador criado por Deus.

Comércio como meio de circulação de renda gerada pela agricultura.

Indústria como transformadora da riqueza já existente.

Regulamento do comércio e indústria impede o desenvolvimento de fluxo de renda.

Impostos pagos pelos proprietários de terra (que não geram renda e contribuem para maior desigualdade social).

Influenciados por leis divinas e naturais

Liberdade economica

Riqueza provém da terra.

 

 

Liberalismo econômico - XVII e XVIII

 

Futuro da nação depende dos incentivos dados ao pequeno produtor (motivação individual benefício social).

Combate às barreiras comerciais

Equilíbrio geral operando-se num mercado competitivo, estabelece-se uma rede de preços compatíveis.

Fim de tarifas, monopólios e burocracia.

Riqueza proveniente do trabalho humano valor trabalho

O progresso vem de tendencias egoitas: luxo conforto e prazer e não de propensão ao trabalho ou preocupação com os outros.

Questionamento da necessidade de uma balança comercial favoravel.

Trocas de mercadorias (comércio) vantajosas: Promove a divisão do trabalho, especialização, aumento da riqueza

Funções do governo: proteção a propriedade, aplicação da justiça e defesa nacional.

Sobrevive ainda na ideologia capitalista atual.

 

 

 


 

Como referenciar este conteúdo

HOFFMAN, Gustavo. A Era do Economista - Daniel Fusfeld. Portal Jurídico Investidura, Florianópolis/SC, 09 Mai. 2011. Disponível em: www.investidura.com.br/biblioteca-juridica/resumos/economia-politica/184355-a-era-do-economista-daniel-fusfeld. Acesso em: 21 Jul. 2019

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