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O Pensamento de John Stuart Mill

O Pensamento de John Stuart Mill

 

 

Filósofo e economista inglês do séc. XIX. Os principais assuntos tratados no texto são sobre a distribuição de riqueza e o cooperativismo como forma predominante no sistema econômico.

 

Cap. VI – A Condição Estacionária

Este capítulo trata sobre a extinção da condição progressista que terminaria em uma condição estacionária. Essa condição representaria a impossibilidade de haver progresso econômico, prosperidade. Além disso ele também trata sobre a necessidade de fazer um controle populacional, e as razões que ele da para isso são: para que o aumento de pessoas não ultrapasse o de capital; para impedir que se deteriore a condição das classes que estão na base da sociedade; para que possamos ter momentos de solidão, pois eles proporcionam reflexões sobre o caráter e também são berços de pensamento. Mesmo assim ele defende esse controle populacional para países mais velhos, mais evoluídos, pois os países novos ainda teriam muito para progredir e seria desnecessário haver esse controle. Ele também fala sobre a acumulação da riqueza, que na verdade não deveria poder uma pessoa nascer rica, por causa de herança, então esta seria limitada a soma suficiente para que a pessoa adquirisse uma certa autonomia. A pessoa poderia apenas se tornar rica pelo esforço de uma vida.

 

Citação do cap.:

 

Somente quando, além de onstituições justas, o aumento quantitativo da humanidade for guiado de forma planejada pela previsão criteriosa, somente então as conquistas sobre as forças da Natureza conseguidas pelo intelecto e pela energia de pesquisadores científicos poderão transformar-se em propriedade comum da espécie humana, bem como em meio para melhorar e elevar a sorte de todos.

 

 

Cap. VII – O Futuro Provável das Classes Trabalhadoras

 

No inicio do cap. ele faz uma critica ao que se chama classe trabalhadora, pois seria inconcebível haver uma classe que não seja trabalhadora.  Mas havendo essa classe, ele comenta também sobre duas teorias a respeito do futuro dessa classe. A teoria da dependência e da proteção, que diz que os ricos deveriam decidir sobre a sorte dos pobres, numa relação em parte autoritária, e em parte amiga, moral e afetuosa. Uma relação que não há registro histórico de ter acontecido, até porque os interesses das duas classes são antagônicos.  A segunda teoria é a da autodeterminação, onde as classes trabalhadoras determinam seu destino e escolhem o que é melhor para si. Haveria então um aprimoramento intelectual dessa classe, e segundo ele esse estágio moral pode ser aceito como um passo para sair do estágio puramente animal e passar para o humano, para sair da escravização aos instintos animais e passar para o sistema de previsão prudencial e de autogoverno. Mas se desejarmos espírito público, sentimentos generosos, ou justiça e igualdade verdadeiras, a escola em que se cultivam tais virtudes não será do isolamento dos interesses, mas a de associação de interesses. A partir desse momento ele começa a falar sobre a cooperação. Ele cita as duas formas de associativismo que ocorreriam, sendo elas a associação de trabalhador e capitalista, e a associação de trabalhadores entre si.  O cooperativismo traria o fim da divisão da sociedade entre ociosos e trabalhadores, apagando as distinções sociais. No capítulo ele faz também uma defesa a concorrência pois ela pode além de baratear o preço, fazer com que os trabalhadores não se tornem ociosos, preguiçosos e sim busquem sempre o aperfeiçoamento, e até sendo uma forma de demonstrar os talentos. 

 

 

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Como referenciar este conteúdo

2008/2, Direito UFSC. O Pensamento de John Stuart Mill. Portal Jurídico Investidura, Florianópolis/SC, 03 Out. 2008. Disponível em: investidura.com.br/biblioteca-juridica/resumos/economia-politica/1195-o-pensamento-de-john-stuart-mill. Acesso em: 13 Nov. 2019

 

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