A era Neoclássica - Resumo | Portal Jurídico Investidura - Direito

A era Neoclássica - Resumo

A era Neoclássica - Resumo

 

A ERA NEOCLÁSSICA (1870-1930) – Revolução marginalista porque a idéia central que o preside é o chamado princípio marginal

 

  • PRINCIPAIS TEÓRICOS: Jevons, Menger, Walras, Marshall.

 

  • WALRAS preocupou-se com o equilíbrio geral e a interdependência de todo o sistema econômico e apresentou sua visão da economia em termos puramente matemáticos. JEVONS recorreu também à matemática. MENGER apresenta os mesmos princípios marginalistas em linguagem comum, deixando de lado a matemática. Já MARSHALL preocupou-se em fazer de seus ensinamentos um instrumento útil na prática.

 

 

  • O sistema de Walras pode ser olhado como uma tentativa teórica de mostrar a interdependência entre todas as variáveis econômicas e a possibilidade de equilíbrio entre elas, mas não como um resolutor de problemas práticos.

 

  • VALOR – UTILIDADE TOTAL – UTILIDADE MARGINAL:

 

 

  • Os clássicos estudaram as relações de produção que surgiam entre as pessoas no processo produtivo. Trataram, portanto, das formas sociais do processo produtivo. Os marginalistas passam a estudar as relações entre as pessoas e a produção material e, portanto, entre as pessoas e coisas e não mais entre pessoas e pessoas através de coisas.

 

  • A principal preocupação passa a ser a alocação ótima de recursos entre fins alternativos. Isso é uma conseqüência da teoria da utilidade marginal e da teoria dos preços.

 

 

  • BENS ECONOMICOS SÃO BENS ESCASSOS E TERÃO TANTO MAIOR VALOR QUANTO MAIOR FOR SUA ESCASSEZ.

 

  • Carl Menger mostra que a utilidade diminui à medida que aumenta a quantidade de determinado bem à nossa disposição.

 

  • Distinção entre utilidade total e utilidade marginal

 

  • A utilidade total cresce, mas a uma taxa decrescente (os retângulos são sucessivamente menores). Esta taxa decrescente mede a utilidade marginal.

 

 

  • O valor passa a depender do estado psicológico da pessoa ou da força de atração que cada bem exerce sobre nós, em determinada situação, ou melhor, o valor passa a estar relacionado com as necessidades das pessoas.

 

  • JEVONS passou a dar importância exclusiva à demanda, na determinação do valor. Foi MARSHALL que mostrou que não se podia deixar fora de consideração o lado da oferta (CUSTOS DE PRODUÇÃO).

 

 

  • A economia torna-se, então, uma técnica para a alocação ótima de recursos escassos entre usos alternativos. Ao mesmo tempo, ela aceita a sociedade como um sistema dado, não discute as relações de classe e procura tornar-se operacional dentro desse sistema.

 

  • De 1870 em diante o capitalismo já se firmara na Inglaterra e em alguns outros países, e estava tendo êxito. Não ficava bem levantar problemas capazes de provocar intranqüilidade, como eram os problemas que tentavam elucidar a questão do excedente econômico (conceito que desaparece na economia neoclássica) e a apropriação deste excedente pelas diversas classes sociais.

 

 

  • Então, estariam de um lado, as unidades familiais, capazes de fornecer os fatores de produção, de outro as unidades produtivas capazes de fornecer bens e serviços. A relação entre essas duas entidades se dá através de um FLUXO CIRCULAR

 

  • Os neoclássicos não fazem distinção entre remuneração do trabalho (salários e honorários) e remuneração da propriedade (capital, juros e aluguéis). O QUE IMPORTA É QUE AS UNIDADES FAMILIAIS PROCURAM MAXIMIZAR SUA UTILIDADE E AS EMPRESAS PROCURAM MAXIMIZAR O LUCRO.

PONTOS COMUNS DO MOVIMENTO MARGINALISTA:

 

  • PREOCUPAÇÃO COM O EQUILIBRIO: existem forças internas e atuantes que tendem a levar o sistema ao equilíbrio. Walras (não aceitaria a abordagem seguinte por não conjugar diferentes bens)preocupa-se como equilíbrio geral, Marshall com o equilíbrio parcial:

 

 

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    • Se a concorrência se der através do preço, ao baixarmos o preço, a quantidade de demanda deve aumentar.

 

  •  
    • A quantidade oferecida tende a aumentar com o aumento do preço e a diminuir com sua queda.

 

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    • Os interesses de vendedores e compradores são antagônicos, mas o mercado faz com que o preço chegue a um ponto de equilíbrio, que é formado pelo cruzamento das curvas de oferta e demanda, onde não há escassez nem excesso de produto.

 

 

  • ÊNFASE NOS ASPECTOS MICROECONÔMICOS: desaparece a preocupação com o crescimento econômico que tanto afetou os autores clássicos.

 

  • ACEITAÇÃO DA LEI DE SAY: todos os neoclássicos aceitavam, considerada a economia em seu conjunto, a afirmação “a oferta cria sua própria demanda”, os custos de produção terminam por se destinar direta ou indiretamente à compra do produto.

 

 

  • A CONCORRÊNCIA PERFEITA: onde os agentes econômicos se comportam de maneira racional. Os pressupostos da concorrência perfeita não foram elaborados por Marshall, mas por seus seguidores. São necessários os seguintes requisitos:

 

  •  
    • PRODUTOS HOMEGÊNEOS: não diferenciados por marca, embalagem, mas com concorrência se dando só por preços.

 

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    • EMPRESAS PEQUENAS, SEM PODER SOBRE O MERCADO: não possa influenciar esse mercado, de modo que se a firma se retirar, a oferta total não se alterará.

 

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    • AUSÊNCIA DE RESTRIÇÕES EXTERNAS À MOBILIDADE DE FATORES: nenhum expediente de intervenção nas leis de mercado

 

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    • CONHECIMENTO POR PARTE DE TODOS OS AGENTES ECONÔMICOS DOS PREÇOS EXISTENTES NO MERCADO: compradores devem comprar preços.

 

 

  • É evidente que nunca existiu esse tipo de concorrência, não passa de um modelo teórico. Toda teoria neoclássica é bastante coerente e lógica, mas não é correspondente com a realidade.

  • Por fim, os neoclássicos aceitam que QUEM DETERMINA O FUNCIONAMENTO DA ECONOMIA É O CONSUMIDOR FINAL (teoria da soberania do consumidor), as empresas apenas obedecem.

 

 

  • A CONCORRÊNCIA IMPERFEITA (MONOPOLÍSTICA): existe monopólio porque cada empresa produz o seu produto e existe concorrência porque estes produtos têm substitutos próximos.

 

A ESCOLA DE CAMBRIDGE: Alfred Marshall

 

 

  • Não rompeu com a tradição dos economistas clássicos, e também não se propôs a fazer uma síntese da escola marginalista com a escola clássica.

 

  • Tentou mostrar que Ricardo, contrariamente ao que pensava Jevons, não desprezou o aspecto da utilidade e até mesmo distinguiu a total da marginal.

 

 

  • PRINCÍPIOS DE MARSHALL (origem da micro economia neoclássica)

 

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    • DEMANDA, OFERTA E VALOR: Para Marshall a análise de um sistema econômico deveria começar pelo estudo do comportamento dos consumidores e produtores e pelo seu relacionamento no mercado.

 

  •  
    • Os consumidores buscam maximizar sua satisfação e os produtores buscam maximizar seus lucros. A procura é a relação entre preços e quantidades procuradas, a qual era mais ou menos sensível a variações em seu preço.

 

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    • Conceito de ELASTICIDADE-PREÇO DA PROCURA, mostra a sensibilidade da procura com relação a pequenas variações no preço de determinado bem.

 

 

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    • Para fazer seu estudo da oferta e da demanda Marshall considerou constantes todos os outros fatores que influenciam a procura (exceto o preço), isso torna o problema pouco realista.

 

  • DIFERENÇAS ENTRE MARSHALL E OS CLÁSSICOS:

 

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    • Clássicos preocupavam-se com o preço natural, e não com as variações nas quantidades demandadas provocadas por variações nos preços.

 

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    • Marshall não analisa a acumulação de capitais.

 

 

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    • Marshall afirma que o homem não cria bens tangíveis, mas sim utilidades, ao contrário dos clássicos.

 

  • O TEMPO E A QUESTÃO DO VALOR: importância do tempo na procura, oferta, produção e formação de preços. Curtíssimo prazo é quando é impossível ao produtor aumentar a oferta de seus produtos. Já o curto prazo é quando é possível. O longo prazo é quando se altera a escala de produção, isto é, a oferta aumenta porque a planta aumentou. CONCLUINDO: em curto prazo, o valor é mais dependente da demanda e, em longo prazo, mais dependente da oferta (custos de produção). Com isso ele afasta os excessos dos primeiros marginalistas que atribuíam quase todo valos à demanda.

 

  • CUSTOS CRESCENTES, CONSTANTES E DECRESCENTES: um fator importante na determinação destes custos são as economias externas (que escapam ao controle da firma individual, mas a afetam) e as economias internas (controláveis pela firma). Mas a solução de Marshall é pouco convincente.

 

A ESCOLA DE LAUSANNE: O Equilíbrio Geral de Walras

 

 

  • O caráter sistêmico da economia, a interdependência de todos os mercados e a possibilidade teórica do equilíbrio geral.

 

  • A CAUSA DO VALOR DE TROCA – A RARIDADE: a causa do valor de troca é a raridade, conceito muito parecido com o de escassez e o de utilidade marginal.

 

 

  • Os fundamentos do preço próprio e intrínseco são, primeiramente, a aptidão que as coisas têm de servirem às necessidades, às comodidades ou aos prazeres da vida, numa palavra sua utilidade e sua raridade, a dificuldade que se tem de obter essas coisas.

 

  • O EQUILIBRIO GERAL: Walras pretende provar matematicamente a interdependência entre todas as variedades econômicas, o que gera o equilíbrio, que é regido pela livre concorrência.

 

 

  • Walras começa fazendo a distinção entre mercado de produtos e mercado de fatores, sendo que as empresas são compradoras no mercado de fatores (de produção) e vendedoras no mercado de produtos. Qualquer alteração de preços, em qualquer destes mercados, alterará todas as demais variáveis do sistema econômico.

 

  • COETERIS PARIBUS!

Como referenciar este conteúdo

ANôNIMO,. A era Neoclássica - Resumo. Portal Jurídico Investidura, Florianópolis/SC, 16 Jun. 2010. Disponível em: investidura.com.br/biblioteca-juridica/resumos/economia-internacional/163921-a-era-neoclassica-resumo. Acesso em: 03 Jul. 2020

 

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